Terça, 26 de junho de 2007, 15h18
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Fonte: Redação Terra
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Empresas
Conheça 10 executivos milionários que estão atrás das grades
Não são apenas celebridades como Paris Hilton que, apesar de todo dinheiro que têm, acabam atrás das grades. A revista Times Online fez uma lista dos dez maiores executivos dos Estados Unidos e do Reino Unido que estão cumprindo pena por fraude. Eles foram sentenciados a 134 anos de prisão. O mais velho deles será um octogenário quando for libertado, caso cumpra a pena completa. Já o mais novo terá 47 anos.
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O ex-chefe-executivo da WorldCom Bernard Ebbers foi condenado a uma sentença de 25 anos de prisão após ser considerado culpado em março de 2005 por planejar a fraude contábil de US$ 11 bilhões na empresa. Ele será libertado com 86 anos. A fraude ocasionou o colapso do setor de telecomunicações da companhia. Ebbers é considerado o executivo mais importante a ser julgado por fraude nos Estados Unidos. Ele morava em uma mansão em Brookhaven, Mississippi, que foi vendida no ano passado por US$ 7,5 milhões. Atualmente, está preso em Oakdale, Lousiana.
Já Scott Sullivan, ex-chefe-financeiro da WorldCom, 47 anos, foi condenado a cinco anos de prisão. O executivo é descrito como o "arquiteto" da fraude na qual Ebbers também foi condenado. Ele teve a pena reduzida ao fornecer provas contra Ebbers. "Eu tomei algumas decisões horríveis. Todos os dias me arrependo do que aconteceu com a WorldCom e aceito toda a responsabilidade por informações falsas", declarou. Ele morava em uma casa de 10 quartos na Flórida, avaliada em US$ 10 milhões. Agora, cumpre pena em uma prisão da Geórgia.
Dennis Kozlowski, ex-chefe-executivo da Tyco International, foi condenado a 25 anos de prisão. Se cumprir a sentença completa, ele sairá com 83 anos. O executivo foi preso por roubar mais de US$ 150 milhões da Tyco com Mark Swartz, um ex-diretor financeiro da companhia. Segundo a corte, Kozlowski gastou mais de US$ 2 milhões em uma festa de aniversário para sua mulher e outros US$ 6 mil em uma cortina de banheiro. Ele e Swartz foram considerados culpados em junho de 2005 e condenados a pagar US$ 134 milhões de restituição. Kozlowski foi multado em US$ 70 milhões.
Mark Swartz, preso pelo mesmo esquema, era chefe-financeiro da Tyco. Também foi condenado a 25 anos de prisão. Será libertado quando tiver 70 anos. Ele foi sentenciado com seu chefe, Dennis Kozlowski. Além da restituição de US$ 134 milhões que eles foram ordenados a pagar, Swartz foi multado em US$ 35 milhões.
Jeffrey Skilling, ex-chefe-executivo da Enron, foi condenado a 24 anos de prisão. Ele foi preso em maio de 2006 por ser o mentor de uma fraude na empresa que levou à demissão de mais de 4 mil pessoas e perdas de US$ 2 bilhões em fundos de pensão. Kenneth Lay, fundador da Enron, também foi condenado, mas morreu em julho do ano passado. Skilling morava em uma residência de US$ 5 milhões em Houston, no Texas. Hoje está em uma prisão federal em Minesota.
O ex-chefe-financeiro da Enron, Andrew Fastow, também foi condenado. Ele pegou seis anos de prisão e será libertado quando chegar aos 49 anos de idade. A sentença saiu em setembro de 2006 sob a acusação de esconder um prejuízo de bilhões de dólares da empresa. A sentença foi reduzida de 10 para seis anos depois que ele forneceu informações sobre a participação de Lay e Skilling no esquema. "Eu era extremamente ambicioso, perdi moral e fiz muitas coisas de que me arrependo", disse.
O ex-chefe-executivo da Rite Aid, Martin Grass, foi condenado a oito anos de prisão. Grass foi preso em 2004 e multado em US$ 500 mil por orquestrar e esconder uma fraude contábil na Rite Aid, uma rede de farmácias fundada por seu pai. Depois que Grass saiu do cargo em 1999, a empresa teve de recalcular seus lucros, que caíram US$ 1,6 bilhão com os novos números. "Quando as coisas começaram a ir mal financeiramente, eu fiz coisas para esconder isso", admitiu. "Aquilo foi errado e ilegal, mas eu não fiz para beneficiar meus próprios bolsos". Quatro outros executivos da empresa, incluindo o ex-chefe financeiro da empresa e o ex-vice-presidente, foram condenados.
Sam Waksal, fundador e ex-chefe-executivo da ImClone Systems, foi condenado a sete anos de prisão em outubro de 2002 por fraude e por fornecer informação privilegiada a investidores. Ele foi multado em mais de US$ 4 milhões. Sua amiga Martha Stewart passou cinco meses na prisão por mentir aos investigadores sobre a venda de uma ação. "Eu quero me desculpar a todas as pessoas que confiaram em mim", disse ao tribunal. Waksal morava em uma casa de US$ 8 milhões em Manhattan. Hoje, está em uma prisão federal de Milan, no Michigan.
Carlton Cushnie, chairman e ex-chefe-executivo do banco de investimento Versailles Group, foi sentenciado a seis anos de prisão em maio de 2004. O empresário foi condenado, com seu diretor-financeiro, por planejar uma fraude de 150 milhões de libras na empresa. Em novembro do ano passado, Cushnie pagou 10 milhões de libras em compensação depois que foi forçado a vender sua vila em St. Tropez.
Niger Potterm, ex-chefe-executivo de Wembley, foi condenado a três anos de prisão e deixará a cadeia quando tiver 62 anos. Ele foi acusado em outubro de 2005 de conspiração para subornar John Harwood, um ex-porta-voz da Rhode Island. Ele foi considerado culpado em agosto de 2005 por fraude e multado em US$ 75 mil. "Se eu soubesse o que sei agora, minhas ações teriam sido diferentes", disse.

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| O ex-chefe-financeiro da Enron, Andrew Fastow, foi condenado por esconder prejuízo bilionário da empresa |
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