Terça, 8 de maio de 2007, 17h09
|
  |
Fonte: AFP

|
Empresas
Empresa promete luta pelo nome 'Cocaine' em energético
O fabricante do energético Cocaine (cocaína em inglês) anunciou nesta terça-feira que mudará o nome de seu produto por pressão do governo americano, que considerou a marca uma apologia à droga ilegal. A Redux Beverages LLC informou que sua bebida, que não contém cocaína, mas um pouco mais de cafeína que uma xícara grande de café forte, será rebatizada, mas destacou que continuará lutando pelo direito de usar o nome "Cocaine".
Veja também
» Após polêmica, 'Cocaine' muda slogan
» Energético é avaliado como droga
» Empresa retira 'Cocaine' das lojas e muda nome
Confira ainda
» Bebida energética dos EUA promete ajudar no sexo
» Nestlé e Coca-Cola são processadas por bebida 'emagrecedora'
A empresa, sediada em Las Vegas, Nevada (oeste), disse ter tomado a decisão diante das "ameaças" da autoridade sanitária federal, a Food and Drug Administration (FDA), e de funcionários estaduais. Segundo um comunicado, a empresa "concorda temporariamente em suspender a distribuição do Cocaine Energy Drink até que se possa estabelecer firmemente a legalidade do nome 'Cocaine'".
"Obviamente, fomos forçados a parar de distribuir a bebida como 'Cocaine' por enquanto, mas não deixamos de lutar por nossos direitos", disse Jamey Kirby, fundador da Redux. "Recebemos dezenas de milhares de mensagens eletrônicas e ligações expressando raiva e incredulidade de que o governo possa proibir um produto perfeitamente saudável por nenhuma outra razão que seu nome", informou.
"Tentamos contatar (a casa) Yves Saint Laurent para advertir a ele que seu perfume Opium será o próximo, mas estavam ocupados demais desfrutando da liberdade de expressão garantida na Constituição americana, uma liberdade que nós na Redux, infelizmente, não temos", acrescentou. Lançado em agosto de 2006, o Cocaine Energy Drink começou a ter problemas jurídicos em 4 de abril, quando a FDA advertiu à Redux que considerava ilegal a venda de um produto com nome de uma droga ilegal e alegar que seu consumo cura algumas doenças, explicou o fabricante.
Pouco depois, a promotoria-geral dos Estados de Texas, Connecticut e Illinois também apresentaram processos pelo mesmo motivo.Um porta-voz da FDA se recusou a comentar o caso, afirmando que ainda está em investigação.
"Aparentemente, a FDA pensa que os consumidores de cocaína poderiam, com o fim de economizar dinheiro e evitar irem presos, comprar Cocaine Energy Drink. Honestamente, se tivéssemos pensado que isto era possível, o que não é o caso, teríamos vendido a bebida muito mais caro", disse Clegg Ivey, um dos sócios da Redux

|
|
Bebida foi retirada de circulação e deve ganhar novo nome |
Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da AFP.