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 Empresa mais antiga do mundo fecha as portas

18 de abril de 2007 • 13h20

A empresa mais antiga do mundo ainda em operação encerrou suas atividades. A companhia japonesa construtora de templos Kongo Gumi, aberta desde o ano 578, administrada pelos descendentes dos fundadores, sucumbiu às dívidas e falta de negócios em 2006.


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Segundo a Business Week, a Kongo Gumi ficou aberta por 14 séculos construindo templos budistas e sobreviveu em momentos de tumulto, como no século 19, quando perdeu o subsídio do governo e começou a construir prédios comerciais. Mas a fabricação de templos manteve a empresa funcionando, contribuindo com 80% do lucro de US$ 67,6 milhões que teve em 2004.

O último presidente da Gumi, Masakazu Kongo - o 40º membro da família a comandar a empresa - afirmou que a flexibilidade da construtora em selecionar seus líderes foi um dos principais motivos da longevidade. Em vez de entregar o comando para os filhos mais velhos, Kongo Gumi escolhia sempre o filho que exibia melhor saúde, responsabilidade e talento para o trabalho.

Outro fator que contribuiu para a Kongo Gumi estender sua existência foi a prática de maridos e mulheres dos filhos receberem o nome da família ao entrar na empresa. Isso ajudou a manter a companhia sobre o mesmo nome.

Apesar de sua história, foi um conjunto de circunstâncias ordinárias que levou a Gumi à falência. Dois fatores foram os principais responsáveis. A primeira foi um grande empréstimo feito durante um bom momento econômico do Japão para investir no mercado imobiliário. Após esse período, em 1992, a dívida da empresa aumentou. A segunda foi a mudança social da população japonesa, que diminuiu a demanda de templos budistas.

Em 2004, com uma queda de 35% de vendas, Masaku Kong demitiu trabalhadores e controlou mais o orçamento. Mas em 2006, o fim chegou. Os empréstimos da companhia chegaram a somar US$ 343 milhões, tornando o pagamento impossível. Em janeiro, a companhia foi adquirida pela Takamatsu, uma gigante japonesa de construção.
Redação Terra
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