Terça, 27 de fevereiro de 2007, 19h04
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Fonte: Reuters News

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Bovespa
Crise na China faz Bovespa fechar na maior queda desde 11/9
Atualizada às 19h49
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) despencou 6,63% nesta terça-feira e teve o pior dia em mais de cinco anos, acompanhando um movimento extremamente negativo dos mercados financeiros internacionais, em meio a preocupações sobre a desaceleração do crescimento nos
Estados Unidos e na China.
Fotos: queda das bolsas abalam investidores
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Menos de uma semana depois de atingir seu recorde histórico, o principal indicador da bolsa paulista registrou a maior queda desde os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, quando o Ibovespa derrapou 9,17%. Nesta terça, na mínima do dia, o índice chegou a recuar 7,9%.
O volume financeiro ficou em R$ 5,45 bilhões, acima da média diária do ano, de pouco mais de R$ 3 bilhões, e nenhum dos 58 papéis do Ibovespa subiu.
"O mote do mercado esse ano é que mesmo com a desaceleração dos Estados Unidos você ia ter uma compensação em alguns países como Japão e outros da Ásia", disse Marcello Paixão, gestor da
Principia Capital Management.
"Agora se esses países desaceleram também, aí você não tem válvula de escape. A economia global vai desacelerar e isso tem impacto forte para a gente, que exporta commodities e produtos
semi-manufaturados", acrescentou.
A bolsa já abriu em baixa, depois que a queda de quase 9% do principal índice do mercado acionário chinês gerou temores de que o governo implemente medidas para conter o crescimento econômico da China.
O movimento foi intensificado depois de dados bem abaixo do esperado das encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos. O índice Dow Jones caiu mais de 3% e o indicador de principais ADRs brasileiros tombou 8,14%. O risco-País, medida de aversão ao risco, disparou quase 20 pontos, para 200 pontos-básicos.
"A princípio, é mais uma correção de preços do que uma mudança decisiva de fundamento econômico. Agora (teremos) um momento de cautela, de observar e tomar eventualmente posições defensivas", afirmou Ronaldo Patah, superintendente de renda variável da Unibanco Asset Management.
Os dois papéis mais líquidos da bolsa, Companhia Vale do Rio Doce e Petrobras, onde os estrangeiros estão mais posicionados, caíram 7,93% e 6,6%, respectivamente. Cada um movimentou mais de 600
milhões de reais, cerca de três vezes mais que o terceiro mais
negociado, Bradesco.
Em termos percentuais, as maiores quedas do Ibovespa foram Telemig Participações e Usiminas, que
perderam 10% e 9,7%, respectivamente.
"O Brasil tem uma reação mais forte do que o resto porque é um dos mercados mais líquidos e é onde os estrangeiros que operam mercados emergentes têm uma exposição maior", comentou Patah.
Com a baixa desta terça-feira, o Ibovespa registra queda de cerca de 3% em 2007, que segue quatro anos de alta, com ganho acumulado de quase 300% no período.
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