Segunda, 18 de setembro de 2006, 10h27
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Fonte: INVERTIA
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Aviação
Aérea indeniza catador de lixo expulso de vôo
A companhia aérea Alitalia foi condenada a indenizar o indiano Santraj Maurya, um catador de lixo, por não ter permitido que ele embarcasse na classe executiva em um vôo para Belo Horizonte (MG).
Segundo o jornal The Times of Índia, a empresa teria alegado que o homem "não tinha o perfil adequado" para entrar a bordo. A Alitalia enviou um pedido de desculpas por escrito a Santraj Maurya, indiano que trabalha na ONG Chintan, dedicada à defesa do meio ambiente.
Ele era representante da organização e havia sido escolhido para participar de um congresso internacional de catadores de lixo, organizado por diversas ONGs, em Belo Horizonte, no dia 22 de agosto. Apesar de ter uma passagem para a "business class", a equipe da Alitalia no aeroporto de Nova Déli considerou que o "perfil" de Maurya não se encaixava na categoria, por isso não permitiu seu embarque.
Segundo o site Espaço Vital, Lavanya Marla, coordenador da ONG Chintan, disse à imprensa que "recebeu uma carta da empresa pedindo desculpas e oferecia a Maurya um vôo 'business' ida e volta a qualquer lugar do mundo, ou três passagens na classe econômica".
O trabalhador tem três anos para escolher para onde quer voar. Ele já decidiu que vai ficar com os três bilhetes da classe econômica. "Eu sou um trabalhador, portanto não me importa se me sento num sofá ou numa cadeira. Com os três bilhetes, poderei levar outras duas pessoas que, como eu, nunca teriam pensado em entrar num avião".
Na Índia, empregos como cuidar de mortos, do lixo, de latrinas e tudo que implique sujeira são considerados impuros. Apesar da proibição, por lei, das castas, essas tarefas continuam sendo quase exclusivamente feitas por pessoas pertencentes a uma casta considerada impura e que ainda sofrem grande discriminação no país.
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