Brasil 21:12 HS - 9/2/2010  NotíciasAções

Dicionário

O que significa?

Escreva aqui o termo financeiro procurado.

Quinta, 14 de setembro de 2006, 19h32

Fonte: INVERTIA

Energia

Petrobras ameaça deixar refinaria na Bolívia

Atualizada às 18h55

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou nessa quinta-feira que, se não houver acordo com a Bolívia, a permanência da Petrobras na atividade de refino daquele país pode se tornar "inviável".

"Do modo como está, é difícil haver a permanência (da Petrobras). Dessa forma eu não vou ficar", afirmou Gabrielli.

Ele também anunciou que a empresa deve entrar com "recurso revogatório" questionando resolução da Bolívia que assume o controle do fluxo de caixa das refinarias da estatal brasileira no país vizinho. A Petrobras pode ainda recorrer à arbitragem internacional.

"A Petrobras vai sair da Bolívia de forma legal, como entrou na Bolívia de forma legal. Não vou admitir ser expulso da Bolívia", afirmou o presidente da estatal.

Gabrielli afirmou diversas vezes que a medida do governo boliviano inviabiliza a operação da Petrobras no segmento de refinaria na Bolívia, onde a empresa investiu US$ 105 milhões.

"Isso transformaria a Petrobras em empresa de manutenção da refinaria e isso não vamos ser", afirmou. Ele também colocou em dúvida a disposição do governo boliviano de negociar com a empresa brasileira.

De acordo com a resolução divulgada pela Bolívia na quarta-feira, a estatal boliviana YPFB também terá poder sobre definição de preços para os mercados externo e interno. Agora, a Petrobras não poderá exportar os produtos livremente, e terá que fazer isso por meio da YPFB.

O presidente da companhia afirmou que também poderá utilizar o acordo entre Bolívia e Holanda, já que a Petrobras do país sul-americano pertence à subsidiária da companhia com sede na Holanda.

O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, fez declarações parecidas com as do presidente da Petrobras.

"Claro que num primeiro momento (a Petrobras) tentará flexibilizar alguns pontos para manter a posição de negócio dela lá. No limite, certamente terá de tomar uma atitude. Ninguém vai ficar num lugar onde não há retorno do seu investimento", disse o ministro.

Rondeau também afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi surpreendido pelas medidas adotadas pela Bolívia em relação às refinarias.

O governo, que tem buscado resolver as disputas sobre gás e petróleo com a Bolívia com intensa diplomacia, falou em respeito a contratos, devido à possibilidade de pagamento menor que o esperado, ou mesmo não pagamento, pela apropriação das refinarias da estatal no país.

"A posição firme que nós temos defendido é que temos contratos que devem ser cumpridos. O presidente Lula tem sido claro no apoio a essa posição", afirmou o ministro.

A Petrobras é a maior investidora do setor petrolífero na Bolívia. Os governos dos dois países vêm negociando desde maio, quando o presidente boliviano Evo Morales anunciou a nacionalização do setor de energia.

Nesta quinta-feira, Gabrielli e Rondeau cancelaram viagem à Bolívia para uma reunião com o governo local, marcando a retomada das negociações sobre o processo de nacionalização dos hidrocarbonetos.

De acordo com Rondeau, "certamente a Petrobras recorrerá" a uma arbitragem internacional para resguardar seus direitos. Depois, ele ponderou que isso "será um passo seguinte ao não entendimento dentro do dialogo que precisa ser construído."

PARA LER MAIS NOTÍCIAS COMO ESTA, CLIQUE AQUI.

Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da INVERTIA.




Conheça o Invertia em outros países | Faça do Invertia sua home | Página inicial | Fale conosco
Identifique-se | Cadastre-se
Condições de Uso | Política de Proteção de Dados © Copyright 2010, Terra Networks, S.A.

Nota:Todas as cotações são atualizadas a cada 20 minutos