Quarta, 23 de agosto de 2006, 20h25
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Fonte: INVERTIA
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Indústria Automobilística
BNDES garante financiamento à Volkswagen
O plano de reestruturação proposto pela Volkswagen aos funcionários, que prevê demissões na fábrica de São Bernardo do Campo, não afetará a liberação do financiamento de R$ 497,1 milhões para a empresa que já havia sido aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A garantia foi dada nesta quarta-feira pelo presidente do BNDES, Demian Fiocca.
Fiocca disse que os recursos ainda não foram liberados apenas por questões técnicas. Segundo ele, o plano sugerido pela Volks aos trabalhadores é um programa de estruturação mundial estratégico da companhia e não se refere ao financiamento do banco.
Diretores da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC procuraram Fiocca para tentar vincular a liberação do empréstimo à garantia de manutenção dos empregos. A geração de postos de trabalho é um dos aspectos avaliados pelo banco na análise de projetos de investimento.
Os contratos de financiamento da Volks com o BNDES somam R$ 2,090 bilhões de 2000 ao início de 2006. Considerada a última operação, aprovada em abril, mas ainda não contratada, de R$ 497,1 milhões, a cifra sobe para R$ 2,587 bilhões.
Em maio, menos de um mês depois da aprovação do projeto, a Volkswagen anunciou o programa mundial de reestruturação prevendo a demissão de cerca de 6 mil funcionários no Brasil.
Apesar de já ter aprovado, há quatro meses, o parecer da área técnica, que considerou viável o empréstimo, a empresa ainda não foi chamada para assinar o contrato, a penúltima etapa até a liberação efetiva do dinheiro.
O financiamento de quase meio bilhão de reais será destinado à melhoria de produção em cinco fábricas, incluindo a de São Bernardo do Campo, que está sob ameaça de fechamento caso não haja acordo entre empregadores e sindicato sobre a demissão de funcionários no processo de reestruturação.
O contrato do BNDES com a montadora conterá uma cláusula dizendo que, em caso de risco de dispensa de funcionários, a empresa se compromete a treinar e reciclar os trabalhadores para reaproveitamento da mão-de-obra.
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