Quinta, 11 de maio de 2006, 10h16
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Fonte: Investnews
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Indicadores Econômicos
Câmbio deixa Brasil 40% menos competitivo
A competitividade média dos produtos brasileiros no mercado externo acumula uma queda em torno de 40% no período entre 2002 e 2006, segundo estudo divulgado ontem pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), em conjunto com a Fundação Centro de Estudos para o Comércio Exterior (Funcex). "Essa queda faz com que os índices retornem a níveis inferiores a 1998", disse diretor-executivo do Iedi, Julio Sérgio Gomes de Almeida. Ou seja, antes da crise cambial que, em janeiro de 1999, desvalorizou o real frente ao dólar em 40% (Ptax).
A moeda norte-americana fechou ontem a R$ 2,06, nominalmente o mesmo valor registrado em fevereiro de 1999. Considerando-se a variação do IPCA no período, no entanto, os atuais R$ 2,06 equivalem a R$ 1,18 daquela época, ou seja, abaixo dos R$ 1,20 registrado às vésperas da megadesvalorização. Se considerarmos a inflação do período nos Estados Unidos, com base no Índice de Preços ao Consumidor (IPC-EUA), os mesmos R$ 2,06 de fevereiro de 1999 equivaleriam hoje a R$ 2,51, outra forma de demonstrar que a moeda brasileira está supervalorizada.
O estudo divulgado ontem, intitulado "O colapso da atividade exportadora", traz informações detalhadas por setor com dados de 1998 até o ano passado e utiliza por base um câmbio médio de R$ 2,42 (2005). Em relação ao mercado norte-americano, a competitividade das exportações brasileiras recuou 30% e diante da União Européia (Zona do Euro, não inclui, portanto, o Reino Unido), 25,7%. "Com a continuidade da apreciação do real em 2006, esses números já superaram os 40%", disse Almeida.
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