Segunda, 22 de agosto de 2005, 13h14
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Fonte: INVERTIA
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Empresas
Orgia com ex-Miss Brasil acentua crise na Volkswagen
Rumores de que executivos da Volkswagen alemã promoviam orgias no Brasil - pagas com dinheiro da empresa - continuam derrubando funcionários da montadora. O escândalo iniciado em julho ganhou mais um ingrediente no último final de semana, quando a justiça alemã tornou público que Klaus Volkert, o ex-representante dos trabalhadores no Conselho de Fábrica da empresa, foi indiciado por suspeita de improbidade, corrupção e cumplicidade.
Outra informação, divulgada no jornal online ABKnet, diz que a Volkswagen ampliou a auditoria interna sobre gastos de viagens de seus executivos. No Brasil, até mesmo uma ex-Miss Brasil teria sido contratada para animar os "bacanais" patrocinados pela empresa. O boato, segundo a publicação, aumentou a pressão por demissões também na subsidiária brasileira da montadora.
Volkert era alvo até agora apenas da auditoria interna que está vasculhando as falcatruas efetuadas pelos executivos da montadora. Ele é o terceiro envolvido indiciado pelas autoridades públicas, que já envolveram os executivos Klaus-Joachim Gebauer e Helmuth Schuster.
O porta-voz da procuradoria, citado pelo jornal Der Spiegel, afirma que todos os dias aumentam as denúncias e o caso está cada vez mais complexo. O procurador responsável pelo caso, Frank Koch, atestou o indiciamento de Volkert e confirmou que mais um ex-funcionário da empresa entrará na lista nos próximos dias.
Segundo a reportagem do Der Spiegel, novas denúncias levaram os auditores a documentos que trazem evidências de possiveis irregularidades efetuadas por Volkert nas numerosas viagens pelo mundo e, especialmente, nas suas atividades no Brasil e na Índia.
Os detalhes estão sendo mantidos em segredo para não prejudicar o andamento das investigações, segundo porta-voz da procuradoria. Volkert renunciou ao seu posto no conselho pouco antes de vir a público seu envolvimento com a apresentadora brasileira Adryanna Barros.
A briga entre os executivos envolvidos promete se acirrar. Klaus-Joachim Gebauer, responsável pelo "bom clima" no conselho de fábrica, através de suborno e favores ilegais aos membros do conselho dos trabalhadores, alega ter agido por ordem de seus superiores.
Gebaurer, demitido da Volks por justa causa, reclama direitos trabalhistas na Justiça. A Volks recusa qualquer indenização trabalhista a Gebauer. Ele tem ameaçado contar mais do que já confessou, caso não haja um acordo "satisfatório".
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