inclusão de arquivo javascript

 

 
 

Economia » Notícias

 Distribuição de renda no Brasil é a 2ª mais injusta do mundo

01 de junho de 2005 • 11h23

Atualizada às 15h31

Apesar dos avanços nos

últimos anos nas áreas de educação e combate à pobreza, o

Brasil continua a ter uma das piores distribuições de renda do

mundo, superando apenas Serra Leoa, na África, mostrou um

estudo divulgado na quarta-feira pelo Instituto de Pesquisa

Econômica Aplicada (Ipea).

O instituto, ligado ao Ministério do Planejamento, apontou

que, em 2003, 1% dos brasileiros mais ricos detinham

uma renda equivalente aos ganhos dos 50% mais pobres.

No mesmo período, cerca de um terço da população (53,9

milhões de pessoas) foi considerado pobre, em critério que

inclui todos os que viviam com renda familiar per capita de até

meio salário mínimo (R$ 120 na ocasião).

O Ipea indicou que, para avançar no combate à desigualdade,

é preciso alcançar um nível de crescimento econômico e um

modelo de desenvolvimento que viabilizem a inserção da

população no mercado de trabalho, além das ações sociais.

"Pode-se dizer que os maiores desafios das políticas

públicas hoje são a geração de oportunidades de trabalho, a

redução da informalidade e a melhoria da renda real do

trabalhador."

VEJA TAMBÉM:


  • Emprego caiu 56% em 10 anos


  • Lula exige resgate do crescimento


  • "Baixo crescimento mina popularidade"

    Em 2003, a taxa de desemprego no Brasil foi de 10%, comparando-se a 6,2% no mundo e 8% na

    América Latina e Caribe, de acordo com o estudo. O índice no

    país em 1995 era de 6,2%.

    O levantamento do Ipea, chamado "Radar Social", faz uma

    compilação de dados apurados, em sua maioria, pelo Instituto

    Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2003, além de

    se utilizar de informações Organização das Nações Unidas (ONU).

    O relatório, que está disponível na Internet, também apresenta

    as principais ações do governo voltadas para o combate dos

    problemas relacionados.

    O instituto pretende divulgar o levantamento a cada dois

    anos a partir desse primeiro lançamento, a fim de facilitar o

    acompanhamento da evolução da questão social no país.

    "As pessoas têm de ter acesso aos elementos que

    possibilitem o entendimento da realidade", afirmou o ministro

    do Planejamento, Paulo Bernardo. "O Radar tem o mérito de ser

    escrito em uma linguagem que vai ser acessível não apenas aos

    pesquisadores, mas também aos conselhos estaduais e municipais de

    educação e saúde".

    PARA LER MAIS NOTÍCIAS COMO ESTA, CLIQUE AQUI.
  • Reuters News


    Todos os direitos de reprodução e representação reservados.
     
     
     
     
     
     
     
    Disculpe, seu navegador não aceita frames<a href="www.terra.com.br"> terra </a>