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Terça, 3 de agosto de 2004, 17h48

Fonte: Reuters

Combustíveis

Presidente da Petrobras descarta aumento no preço dos combustíveis

Atualizada às 17h34

O presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, afirmou nesta terça-feira que, apesar da alta recorde dos preços do petróleo no mercado internacional, a empresa não vai aumentar no momento os preços da gasolina e do diesel.

"Estamos esperando a definição do novo patamar de preços do petróleo. A Petrobras não repassa ao consumidor brasileiro a volatilidade do mercado internacional, seja para cima ou para baixo", disse Dutra ao participar da assinatura de um protocolo de intenções para admitir 18 mil jovens aprendizes nos próximos 3 anos, um custo de R$ 37 milhões.

Segundo analistas, a Petrobras tem uma defasagem em relação ao mercado internacional de quase 25% no caso do preço da gasolina e de mais de 5% em relação ao diesel. Os dois produtos correspondem a cerca de 60% da receita da empresa.

De acordo com cálculo do analista do Unibanco, Claudio Delbrueck, levando-se em consideração o preço do barril de petróleo norte-americano, que na semana passada girou em torno dos US$ 42, a Petrobras teria que repassar um aumento de 22% para a gasolina e de 6% para o diesel. Ele prevê porém, que a estatal não deverá fazer ajustes no momento.

"É muito dificl a Petrobras aumentar os preços (internos) agora, porque os preços internacionais ainda estão muito voláteis. Mesmo assim, continuamos considerando que as ações da empresa tem um bom potencial de valorização", disse o analista.

Depois de um ano e meio sem elevar o preço dos dois combustíveis - outros produtos, como a nafta e o querosene de aviação são reajustados mensalmente por contrato - a Petrobras aumentou em meados de junho a gasolina em 10,8% e o diesel em 10,6%.

Gás para as térmicas

O presidente da Petrobras reconheceu no mesmo evento, que a estatal hoje não possui oferta suficiente de gás natural para garantir o lastro físico (obrigatório agora com o novo decreto que regulamentou o novo modelo do steor eletrico) para o fornecimento das usinas termelétricas do Nordeste.

Ele disse no entanto, que a empresa irá garantir a compra dessa energia e que isso já estava dentro do orçamento da estatal.

"Vamos olhar para a frente, não vamos discutir o passado. Se precisar adquirir essas energia vamos fazer", afirmou, sem saber informar o quanto a estatal gastará com a compra.

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