Economia

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10 de outubro de 2012 • 07h53

Nordeste aumenta investimentos em energia eólica

Em leilão de energia alternativa realizado no fim de agosto, o Nordeste respondeu por 80% dos projetos contratados
Foto: Getty Images
 

Os números envolvendo investimentos em projetos eólicos no Nordeste impressionam. Segundo cálculos da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), a região respondeu por quase 80% dos projetos contratados do leilão de fontes alternativas de energia elétrica, realizado no fim de agosto. E a expectativa também é alta para o próximo leilão, marcado para outubro, que deve trazer para o Nordeste investimentos na casa dos R$ 11 bilhões - somando os projetos contratados no ano passado, o valor passa dos R$ 20 bilhões.



"A natureza foi generosa com o Nordeste, agora é preciso que todos - setor público e privado - façam a lição de casa e aumentem ainda mais os investimentos em logística", diz Elbia Melo, presidente executiva da Abeeólica. Segundo Elbia, a região tem que aproveitar a força e a características dos ventos ("são os melhores do mundo para a geração desse tipo de energia"), a infraestrutura (atualmente são 43 parques - dos 57 parques do Brasil -, número que chegará a 215 usinas até 2014), e a invejável capacidade produtiva (833,8 MW) para atrair ainda mais investimentos e aumentar a competitividade.



"Os empresários brasileiros estão buscando tecnologia para a fabricação de aerogeradores de pequeno porte, com qualidade e custos competitivos", diz Elbia. Aliás, o mercado de equipamentos desse setor também tem se mostrado promissor. A Abeeólica calcula que este segmento movimente R$ 25 bilhões nos próximos cinco anos. Atualmente, o Brasil possui 11 fabricantes de equipamentos eólicos com uma capacidade de produção de cerca de 3,4 GW por ano - parte desse montante é exportada. "Podemos, com investimentos, aumentar significativamente o número de empresas fabricantes", afirma Elbia.



Apesar de os estados do Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte concentraram o maior número de parques e usinas, boa parte dos investimentos tem sido direcionados para Pernambuco, onde o governo planeja construir um parque eólico no Complexo Portuário de Suape, localizado a 60 quilômetros do Recife. A região já abriga uma fábrica de aerogeradores e de torres eólicas, mas em breve deve receber novas empresas do setor. O grupo argentino Impsa, por exemplo, anunciou investimento de R$ 145 milhões para construir uma unidade com capacidade para produzir cerca de 300 equipamentos por ano. Já a sul-coreana Win&P, fabricante de torres, também anunciará em breve investimentos em Pernambuco.



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