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Mercado de assinatura online cresce com divulgação do modelo

26 out 2012
07h56
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Ter uma receita recorrente é interessante para as empresas. No mercado online, isso é possível com o modelo de assinaturas, no qual o consumidor paga uma taxa fixa para receber determinados produtos ou serviços. Embora essa ideia não seja nova, empreendedores investem na ampliação do conceito por acreditar que o modelo tem espaço para crescer no Brasil.

Ter uma receita recorrente é interessante para as empresas. No mercado online, isso é possível com o modelo de assinaturas. A ideia está longe de ser nova, mas empreendedores acreditam que o modelo ainda tem espaço para crescer no Brasil
Ter uma receita recorrente é interessante para as empresas. No mercado online, isso é possível com o modelo de assinaturas. A ideia está longe de ser nova, mas empreendedores acreditam que o modelo ainda tem espaço para crescer no Brasil
Foto: Shutterstock



O conforto de receber produtos em casa de forma constante é um dos apelos desse tipo de serviço. Sabendo disso, o Rabixo foi um dos que entrou nessa onda. O site foi lançado em abril visando atender às necessidades básicas de consumo do público masculino.

O público-alvo é o homem que tem preguiça ou falta de tempo para comprar produtos como meias, desodorantes e cuecas, responsáveis por entre 60% e 70% do faturamento da empresa.

O cliente escolhe os produtos e as quantidades dentre as opções do site (cueca, meia, camiseta, desodorante, barbear, preservativo, higiene bucal e outros) e os recebe a cada três meses. "A gente sabe que o dinheiro vai entrar em caixa a cada três meses. O planejamento também é muito mais fácil", diz Carlos Eduardo Manssur, diretor da empresa. O valor é debitado automaticamente quando a remessa é enviada.

Para ele, a comodidade agrada em cheio o público masculino. "Ele não se importa em receber o mesmo produto sempre", afirma o empresário.

Trabalhando com o público feminino, a Glambox apostou, por sua vez, justamente na variedade. A assinante recebe em casa mensalmente uma caixa com produtos de beleza para teste.

Além da conveniência, a Glambox se propõe a instigar nas assinantes uma nova maneira de consumir. "Num mundo com muita pressa, ela tem muito resultado com pouco investimento e tempo. Ela recebe a caixa, testa no conforto de casa, entra na nossa plataforma e tem toda a informação que oferecemos dos nossos produtos", afirma Fernando Leal, diretor executivo da Glambox. O Facebook da empresa mantém as fãs informadas sobre o que há de novidade no mundo dos cosméticos.

O modelo de assinaturas também se encaixa com um dos objetivos da Glambox, o de ser uma vitrine de produtos para teste. Além de manter as consumidoras informadas, a empresa atua como consultora de marketing das marcas de beleza. "Oferecemos uma plataforma de mídia digital para as marcas. As clientes querem falar sobre o produto. Essa postagem tem um nível de engajamento", explica Fernando. As marcas fornecem as amostras gratuitamente para a Glambox.

Satisfação dos clientes
Apesar de atraente, o modelo de assinatura não é garantia absoluta de renda constante, uma vez que a consumidora pode cancelar a sua assinatura a qualquer momento. Por isso, a satisfação dos clientes é peça fundamental.

Segundo o diretor executivo, a Glambox tem responsabilidade tanto com as marcas que atende, quanto com as assinantes. Para garantir a lealdade, a empresa seleciona cuidadosamente os produtos. O processo conta, inclusive, com a participação da princesa Paola de Orleans e Bragança, um dos ícones dessa área.

O relacionamento com o cliente facilita a expansão da empresa. "Estamos investindo em infraestrutura operacional, para garantir a qualidade, e criando um crescimento que permite ao mercado se adaptar ao novo modelo. Não adianta crescer se não mantiver isso", afirma Fernando. Atualmente, o site tem 5 mil assinantes. A previsão é de chegar a 8 mil até o final do ano e a 20 mil até dezembro de 2013.

Já Carlos, do Rabixo, investe quase todo o faturamento da empresa em marketing, para ajudar na meta de atingir R$ 1,9 milhão por mês daqui a quatro ou cinco anos. As vendas têm crescido 50% ao mês e a pretensão é de chegar ao total de R$ 1 milhão até o final do ano. Hoje, o Rabixo conta com 300 assinaturas. "Queremos fazer o que já fazemos, mas precisamos chegar a mais pessoas. Como é um serviço inovador, as pessoas não procuram por ele", conta. "O mercado de assinatura não está tão seguro, mesmo lá fora. Mas estamos apostando muito porque a comodidade é bastante positiva para o cliente", afirma.






















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