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Medidores inteligentes de energia começam a sair do papel

14 nov 2012
07h16
atualizado em 21/11/2012 às 13h52
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Uma nova tecnologia para medição do consumo de energia começa a ser implantada no mercado brasileiro. São os medidores inteligentes, equipamentos digitais que vão substituir os tradicionais "relógios de luz" que medem a energia consumida nas residências. Os medidores se comunicarão com outros equipamentos (concentradores) fixados em postes, que farão a conexão entre os consumidores e a distribuidora de energia por meio de internet 3G.

Nova tecnologia chamada medidor inteligente irá substituir os "relógios de luz". A conexão entre o consumidor e a distribuidora será por internet 3G
Nova tecnologia chamada medidor inteligente irá substituir os "relógios de luz". A conexão entre o consumidor e a distribuidora será por internet 3G
Foto: Divulgação



O objetivo da inovação é permitir um consumo mais eficiente de energia, já que o usuário terá mais informações sobre seu perfil e poderá rever seu comportamento de utilização. Outra vantagem será o atendimento à distância que será feito pela concessionária, além do melhor monitoramento da rede. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o sistema permitirá ainda que os consumidores atuem com pequenos geradores de fontes alternativas de energia. Ele poderá gerar energia por meio de painéis solares, por exemplo, e vender o excedente para a distribuidora.

As distribuidoras terão 18 meses para oferecer os medidores eletrônicos aos clientes. De acordo com a instituição, haverá dois tipos de equipamentos: o primeiro, a ser instalado sem ônus, permitirá ao consumidor aderir à tarifa branca - tarifa flexível, que varia de acordo com faixas horárias de consumo. O outro modelo de medidor, mais completo, oferecerá acesso a informações específicas individualizadas sobre o serviço prestado, e a instalação poderá ser cobrada pela distribuidora.

Um dos municípios que lideram este processo é Aparecida, em São Paulo, onde estão sendo realizados testes com os equipamentos digitais. A iniciativa é realizada pela EDP - empresa que detém investimento no setor de energia elétrica - em parceria com a Secretaria de Energia de São Paulo e Prefeitura de Aparecida. O projeto piloto terá um primeiro investimento inicial de R$ 10 milhões e prevê o teste de viabilidade de um conjunto de tecnologias. Desta forma será possível garantir eficácia e qualidade na prestação de serviços ao cliente, como a medição inteligente, iluminação pública eficiente, micro-produção com fontes renováveis de energia, mobilidade elétrica, e ações de eficiência energética.

Em nota, a EDP no Brasil afirmou que as redes inteligentes se encontram em estágio inicial de desenvolvimento em todo o mundo, e a EDP quer estar à frente deste processo no Brasil e na Europa, onde já tem uma experiência muito bem sucedida na cidade portuguesa de Évora.

Para a empresa, a implantação da rede inteligente permitirá detectar rapidamente eventuais pontos com interrupção no fornecimento de energia e atuar de forma mais ágil, muitas vezes sem a necessidade de enviar equipes ao local, melhorando a qualidade e rapidez de resposta da empresa. Adicionalmente, simplificará e melhorará a qualidade do processo de leitura dos medidores.

Economídia
Especial para o Terra












Terra

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