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Mais barata, estadia em hostels agrega experiências à viagem

10 dez 2012
07h17
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Reunidos em áreas de lazer que podem variar de uma pequena sala com poltronas e TV até um jardim de inverno, turistas de todos os cantos do mundo fazem amizades, jogam cartas ou simplesmente relaxam como se estivessem em casa. Populares entre jovens em idade universitária e que embarcam em viagens do tipo mochilão, hostels ou albergues são opções de acomodação que podem oferecer todos os serviços essenciais de hotelaria em pontos bem localizados da cidade-destino por preços muito mais acessíveis e em ambiente menos formal do que os hotéis de rede - e de quebra, também agregar novas experiências à bagagem do passeio.

Recebendo alta procura por jovens em idade universitária, os albergues oferecem todos os principais serviços de hotelaria e um ambiente informal
Recebendo alta procura por jovens em idade universitária, os albergues oferecem todos os principais serviços de hotelaria e um ambiente informal
Foto: Shutterstock



"Na verdade, hospedar-se em hostels é muito mais uma filosofia. É um lugar onde nunca se está sozinho, tanto que os albergues receberam chancela da Unesco como centro de cultura da paz, por serem lugares de todo mundo", explica Carlos Augusto Alves, presidente da Federação Brasileira de Albergues da Juventude. A organização é filiada à Hostelling International (HI), entidade com mais de 4 mil albergues credenciados em todo o mundo - somente no Brasil, há cerca de 90 estabelecimentos associados. Alves conta que a profissionalização dos hostels está em curso há pelo menos 10 anos, com direito à criação de um programa de qualidade pela federação internacional padronizando itens como o número de banheiros por hóspede e a metragem das camas. A previsão é de que até 2017, todos os hostels da rede possuam o selo de qualidade atestando o cumprimento das exigências mínimas determinadas.



Atendidos os critérios principais, cada hostel oferece diferenciais próprios como decoração temática, bar, cafeterias, restaurante e piscina, ficando o turista livre para encontrar aquele que melhor se adapta ao seu perfil. Como a maioria dos apartamentos são coletivos, a média das diárias é bem mais competitiva do que nos hotéis: no Brasil, o preço é de R$ 40, cobrindo todo o serviço de hotelaria e livre acesso à cozinha e às áreas de convivência. "Hotéis pequenos também podem oferecer diárias por esse preço, mas não são bem localizados e não têm o mesmo astral", ressalva Alves. Os valores podem variar de acordo com a categoria do albergue, a época do ano e a escolha por quartos privativos.



No exterior, o custo fica em torno de US$ 20, mas pode chegar a US$ 45 no Japão e na Inglaterra. O mais recomendado é deixar o País com a reserva garantida, pois em períodos de alta temporada, os hostels recebem grande demanda de turistas. Outro traço característico é o atendimento: Alves ressalta que, no extremo oposto das recepções dos hotéis tradicionais, o

staff

dos albergues mantém um contato próximo com cada hóspede e procura promover e facilitar a interação entre eles, além de providenciar informações sobre a programação cultural da cidade e quais os lugares mais interessantes - e baratos - para se conhecer.

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