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Lucro da TIM fica estável no 3º trimestre e aquém do previsto

ZONAS - América Latina

30 out 2012
18h21

A TIM Participações teve lucro praticamente estável no terceiro trimestre frente ao mesmo período do ano passado, com itens não recorrentes fazendo com que a empresa apresentasse resultado abaixo do previsto pelo mercado. A segunda maior operadora de telefonia móvel do País teve lucro líquido de R$ 318 milhões de julho a setembro, contra R$ 316,6 milhões um ano antes e expectativa média de R$ 352 milhões de analistas, segundo pesquisa Reuters.

A empresa lançou no trimestre uma provisão de R$ 26,1 milhões relacionada a procedimentos administrativos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) entre 2007 e 2009. Segundo a TIM, a probabilidade de perda mudou de "possível para provável". Outro evento não recorrente - no valor de R$ 16,1 milhões - é referente a créditos publicitários no Jornal do Brasil e Gazeta Mercantil, publicações que faliram. No front operacional, os números da TIM vieram dentro do esperado por analistas.

A receita líquida total foi de R$ 4,7 bilhões no terceiro trimestre, alta de 8% na comparação anual e em linha com a média de seis estimativas obtidas pela Reuters, que apontava para 4,66 bilhões de reais.

A TIM foi afetada no período pela suspensão de vendas de serviços por 11 dias, no fim de julho, por alegações de má qualidade. Segundo o presidente da TIM, Andrea Mangoni, a suspensão teve "pesado impacto na nossa imagem e em menor escala, na parte financeira".

"É natural que depois de um período de forte crescimento alguns ajustes finos e correções sejam necessários", afirmou ele em mensagem no demonstrativo do resultado da companhia. "Tomamos os eventos recentes como uma oportunidade para repensarmos nossa estratégia quanto à rede e à qualidade, fazendo mudanças relevantes, começando por algumas mudanças na administração, até revisão de processos", acrescentou.

A TIM terminou setembro com 69,4 milhões de linhas, alta de 17,2% em 12 meses e crescimento acima da média do mercado. A empresa tinha no fim do terceiro trimestre market share de 26,8%. A proibição temporária das vendas fez com que as adições líquidas na comparação com junho ficasse em 535 mil linhas, contra 3,7 milhões no terceiro sobre o segundo trimestre de 2011.

As desconexões no trimestre chegaram a 8,2 milhões de linhas, com taxa de desligamento de 11,9% - melhor que os 12,1% do segundo trimestre e estável na comparação anual. A receita média por usuário (Arpu) foi de R$ 18,9 no terceiro trimestre, queda de 11% contra um ano atrás e alta de 3,5% sobre abril a junho de 2012.

O faturamento bruto no segmento de telefonia fixa, que inclui Intelig, TIM Fixo e TIM Fiber, foi de R$ 339 milhões no terceiro trimestre, queda anual de quase 10%. "Os principais fatores para esse resultado foram o fraco desempenho operacional principalmente impactado pela migração do código de longa distância. A empresa mudou a diretoria da Intelig durante o terceiro trimestre, com o objetivo de retomar o ritmo de crescimento da Intelig e melhorar a operação", disse a TIM.

A geração de caixa consolidada medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) foi de R$ 1,202 bilhão de julho a setembro, alta de 3,8% sobre o terceiro trimestre do ano passado. Analistas previam Ebitda de R$ 1,228 bilhão. A margem Ebitda caiu 1 ponto percentual, para 25,5%.

Fonte: Reuters News
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