Levar R$ 10 mil em espécie ao exterior exige declaração

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Ao sair do Brasil, todo turista precisa levar uma quantia representativa de moedas estrangeiras consigo. Algo equivalente a seus planos no exterior: hospedagem, passeios, compras de lembrancinhas ou de acessórios mais caros. Além do planejamento financeiro, o viajante precisa ter em vista as regras impostas pela Receita Federal e pelo Banco Central para sair do país com dinheiro.

Turista deve trocar dinheiro em casas de câmbio autorizadas ou em bancos
Turista deve trocar dinheiro em casas de câmbio autorizadas ou em bancos
Foto: Getty Images



Os cuidados devem começar já no momento de adquirir moedas do país de destino. Para operações cambiais de compra e venda equivalentes a US$ 3 mil, a pessoa precisa apresentar apenas um documento de identificação, como passaporte ou identidade. Segundo informações do Banco Central, o banco não é obrigado a pedir documentação além da identidade para compra e venda de valores menores a US$ 3 mil, mas está autorizado fazê-lo. Se o banco considerar necessário obter mais detalhes sobre o cliente para comprovar a legalidade da operação, pode solicitá-las. A instituição não especificou quais seriam os documentos exigidos neste caso ou quando o valor da operação for superior ao valor estipulado.

Atenção antes da viagem também deve ser dada ao local onde se irá trocar dinheiro. O turista deve procurar instituições autorizadas a efetuar a compra e venda de moedas, como bancos e casas de câmbio. O diretor regional da Confidence Câmbio, Juvenal dos Santos, aconselha que é preciso procurar um lugar de confiança. "O importante é que a pessoa procure uma casa de câmbio que tenha visibilidade no mercado. Empresas que estão presentes nas principais capitais e em aeroportos internacionais", reforça.

Santos ressalta também que o futuro viajante deve exigir que o local da troca lhe conceda o contrato de câmbio, principalmente, em operações de valores muito altos. "É uma espécie de nota fiscal. Ela vai mostrar ali o valor em reais, quanto foi adquirido na moeda estrangeira no valor equivalente", explica o diretor regional da Confidence Câmbio. Além disso, o documento traz as taxas que foram cobradas, como o IOF e alguma outra tarifa eventual.

O comprovante concedido pelo banco ou casa de câmbio é extremamente necessário em casos em que o turista deseja sair do Brasil com um valor maior que R$ 10 mil ou em uma moeda estrangeira equivalente. Quando isso acontece, o viajante deve apresentar à Receita Federal uma declaração de porte de valores e comprovante da venda, como o contrato de câmbio, emitido pela instituição que fez a operação. A regra vale tanto para dinheiro levado em espécie, cheques de viagem ou cartões pré-pagos e também para brasileiros residentes no exterior. Na saída do Brasil, a documentação deve ser apresentada nas unidades da Receita em portos e aeroportos internacionais.

Segundo informações passadas pela Receita Federal, quando comprovado que a pessoa tentou sair do país com um valor superior a R$ 10 mil sem declará-lo, mesmo estando ciente das regras, a Procuradoria da Fazenda poderá abrir um processo administrativo contra ela. Além disso, o valor excedente pode ser apreendido.

A maior parte do dinheiro deve ser levado em cartão pré-pago
Executivo da Confidence Câmbio, Santos afirma que a quantidade de dinheiro para levar a uma viagem depende das intenções do turista. Para os casais que irão viajar por uma semana aos Estados Unidos, por exemplo, ele aconselha levar o equivalente a R$ 7 mil. Já para quem vai viajar com a família para destinos com muitos passeios turísticos, como a Disney, é melhor separar um pouco mais. "De R$ 10 mil a R$ 20 mil para alimentação e ingressos para atrações, mais um valor para as compras", sugere.

Pelo risco de perda e roubo de dinheiro, Santos afirma que o melhor é levar cerca de 70% do valor separado para a viagem em cartão pré-pago. Os cartões têm função de débito e saque e, caso sejam perdidos, o cliente pode pedir o seu bloqueio e solicitar outro cartão com o mesmo valor que estava colocado no anterior. "O que se vai levar em espécie é para pagar um táxi, hospedagem, alugar um carro. Para despesas mais corriqueiras, em que a pessoa vai ter uma dificuldade em passar o cartão", diz o diretor regional.














Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra

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