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Leilão do Campo de Libra foi marcado por manifestações no Rio de Janeiro

Manifestantes mascarados entraram em confronto com policiais

21 out 2013 - 17h06
(atualizado às 17h20)
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<p>Manifestantes deitam no chão durante confronto com integrantes da Força Nacional</p>
Manifestantes deitam no chão durante confronto com integrantes da Força Nacional
Foto: Ricardo Moraes / Reuters

O leilão do Campo de Libra, maior reserva de pré-sal do País, foi marcado por confronto entre manifestantes mascarados e policiais, que desde cedo, montaram um forte esquema de segurança na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Os manifestantes se reuniram na praça São Perpétuo, a "praça do O", na Barra da Tijuca, e começaram a gritar palavras de ordem. Os manifestantes carregavam bandeiras de partidos políticos, sindicatos e movimentos sociais. 

Cerca de 1.100 homens da Força Nacional e do Exército fizeram dois bloqueios entre o hotel e a praça. Eles ficaram posicionados em frente às grades colocadas para impedir a chegada dos manifestantes ao local. No mar, dois navios (fragatas) da Marinha foram posicionados na direção do hotel.

Grupo tenta incendiar carro de reportagem; veja toda a ação:

A confusão no local começou depois que manifestantes derrubaram a grade que separava o protesto dos homens da Força Nacional. Os policiais reagiram com balas de borracha, spray de pimenta e bombas de efeito moral. Pelo menos 6 pessoas ficaram feridas nos confrontos.

Outros manifestantes mais exaltados atacaram um carro de reportagem da TV Record durante os protestos. Mochilas pessoais da equipe de reportagem e equipamentos foram queimados pelos manifestantes. 

Em outro local, os mascarados destruíram um ponto de ônibus durante os momentos de conflito.

O leilão, realizado no hotel Windsor Barra, foi vencido por um consórcio formado pelas empresas Petrobras, Shell Brasil, a francesa Total e as chinesas CNPC e CNOO.

Manifestantes quebram ponto de ônibus na Barra:
Petroleiros

Mais de 4 mil trabalhadores terceirizados da Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC) paralisaram as atividades hoje em protesto contra o leilão do Campo de Libra. Os demais petroleiros com contrato direto já tinham aderido à greve nacional dos petroleiros pelo mesmo motivo, na última sexta-feira.

Além paralisar as atividades, os trabalhadores bloquearam por uma hora os dois sentidos da Rodovia Cônego Domenico Rangoni, próximo à entrada do Portão 10 da refinaria, liberando as pistas pouco depois das 8h. Como consequência, os veículos ficaram retidos entre os quilômetros 267 e 268, no sentido Cubatão e do 270 ao 268, no sentido Guarujá. O ato contou com representantes do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, da CSP-Conlutas e de outras entidades sindicais que, igualmente, são contrárias à privatização.

No Litoral Norte, a greve por tempo indeterminado conta com a adesão dos trabalhadores da Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato, em Caraguatatuba, e do Terminal Marítimo Almirante Barroso (Tebar), em São Sebastião. Em alto-mar, na Bacia de Santos, os petroleiros embarcados das plataformas de Merluza e Mexilhão também participam dos protestos.

Greve dos petroleiros atinge 12 Estados

Com a ades~]ao dos petroleiros do Ceará, 12 Estados ficaram com serviços paralisados nas plataformas, refinarias e unidades de tratamento de combustível da Petrobras em todo País, conforme informou o diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Simão Zanardi.

No Rio, a greve atinge 42 plataformas da Bacia de Campos. Na baixada fluminense, os funcionários da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) também suspenderam as atividades. Além disso, a greve atinge a Transpetro, no terminal de Campos Elíseos e a Usina Termoelétrica de Duque de Caxias (TermoRio).

A Federação Única dos Petroleiros ainda não tem um balanço sobre a greve no setor administrativo da Petrobras. Na frente do edifício-sede da empresa, no Centro do Rio, trabalhadores e representantes de movimentos sociais permanecem acampados. O policiamento está reforçado, mas não há registro de tumultos.

Segundo a FUP, cerca de 200 funcionários da Petrobras que operam na Bacia de Campos, no norte do Estado, foram impedidos de sair de pelo menos 13 plataformas, já que por causa da greve não há troca de turno. Por e-mail, a Petrobras informou que "não pratica coação aos empregados".

No último sábado, o Sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias obteve liminar na Justiça que garantiu a saída dos petroleiros que estavam trabalhando há mais de 12 horas na Reduc. A decisão da Justiça determinou que, caso os trabalhadores permanecessem no local de trabalho, a Petrobras seria obrigada a pagar multa de R$ 10 mil por hora, por trabalhador.

Fonte: Terra
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