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Governo vai promover seminário para estudar nova classe média

27 jul 2011
08h13

<br/><br />O governo quer aumentar o conhecimento sobre a população que mais ascendeu economicamente na última década no Brasil, a nova classe média. No dia 8 de agosto, a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) vai promover em Brasília o seminário Políticas Públicas para uma Nova Classe Média. <br /><br /><br />O conhecimento sobre a nova classe média pode viabilizar a formatação de novas políticas sociais, que, além da ascensão, viabilize a manutenção da população nos estratos sociais com maior renda e melhor qualidade de vida. "Precisamos formular políticas que não só evitem o retorno e também abram perspectivas de avanço", destacou o ministro-chefe da SAE, Moreira Franco.<br /><br /><br />Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), 39,5 milhões de pessoas entraram na classe C nos últimos dez anos e 18 milhões saíram da pobreza extrema. O Brasil tem atualmente cerca de 94 milhões de pessoas consideradas de classe média, mais da metade da população.<br /><br /><br />"Precisamos saber quem é, e ter números", explicou o ministro-chefe da SAE, que espera uma definição universal sobre a composição da chamada nova classe média, inclusive das faixas de renda per capita do segmento.<br /><br /><br />Para Moreira Franco, a nova classe tem alto poder de consumo e é o principal motor do mercado interno, fator que pode ser importante para o país em momento de crise econômica internacional. Na avaliação do ministro, o aumento da classe média tem a ver com a valorização real do salário mínimo e o aumento da oferta de emprego. Ele afirma que, um dos efeitos do ganho de renda dos emergentes é que as pessoas estão investindo sua renda para melhorar a formação profissional ou a escolarização dos filhos.<br /><br /><br />Apesar dos avanços, o ministro avalia que educação continua sendo um gargalo nacional e atribui a situação à cultura política no Brasil. "Não há nenhum movimento político reivindicando qualidade do ensino", lembrou. "Não faz parte da necessidade intrínseca e fundamental, como faz parte da cultura do coreano ou do chinês. Eles se dedicam àquilo, aqui ainda não."<br /><br /><br />A programação do seminário está disponível no <a href=" http://www.sae.gov.br/site/?p=5818" target="_blank"> site da Secretaria de Assuntos Estratégicos </a>.<br />

Fonte: Invertia Invertia
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