Economia

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14 de novembro de 2012 • 07h30

Gasto com animais de estimação cresce 13% em relação a 2011

Campanhas de saúde estimulam maiores cuidados com os animais, refletindo em mais visitas ao veterinário
Foto: Shutterstock

Durante o ano de 2012, o gasto dos brasileiros com animais de estimação deve chegar a R$ 5,9 bilhões, de acordo com as estimativas do Pyxis Consumo, ferramenta de dimensionamento de mercado do Ibope Inteligência. O cálculo leva em conta desde a compra do animal doméstico e das vacinas até as visitas ao veterinário, os custos de banho e tosa e a compra de ração, brinquedos, xampu e acessórios.



O número refere-se apenas ao consumo domiciliar, ou seja, às compras de pessoa física em lojas varejistas do ramo. Para o professor de finanças públicas da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Piscitelli o gasto elevado está relacionado com o ascensão da classe C, mas também pode estar ligado ao fato de as famílias estarem diminuindo, o que faz com que muitas pessoas busquem animais de estimação como companhia.



Segundo o Ibope, o consumo por habitante aumentou 13% em relação ao ano passado, ficando em R$ 36,31 em 2012. A classe com maior potencial de consumo é a B, com R$ 2,69 bilhões, o que representa 45,47% do total consumido no País. Em seguida vem a classe C, com 28,7% do consumo. A classe A representa 14,22%, e a classe D e E juntas, 11,59%. "Isso tem a ver com a melhoria do nível de vida, com a ascensão social", afirma Piscitelli. De acordo com o professor, quando a renda aumenta, o consumo tende a se diversificar, não só aumentando a quantidade consumida, mas também incorporando novos hábitos de consumo à medida que as necessidades básicas são satisfeitas. "As pessoas passam a consumir bens menos essenciais, que não são diretamente ligados à sobrevivência. O gasto com o animal não deixa de ser algo que se identifica com a maior capacidade de manter esses animais", diz.



Analisando os gastos com os bichos de estimação por região, o Pyxis Consumo verificou que o sudeste, até o fim do ano, poderá ter o maior potencial, com R$ 3,18 bilhões, representando um consumo per capita de R$ 42,14 por ano. Pensando no gasto por habitante, a região com maior consumo será o sul, com R$ 45,41 anuais - e R$ 1,06 bilhão de gasto total. O professor explica o alto valor com a diversidade de produtos do setor, como a grande variedade de rações, além de os donos estarem mais bem orientados por campanhas de vacinação, utilizando mais os serviços veterinários, refletindo nos gastos. O consumo com os animais é um novo nicho de mercado, de acordo com Piscitelli, seu crescimento desenvolve outras áreas paralelas, como, por exemplo, a produção de vacinas.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra