Gasto com animais de estimação cresce 13% em relação a 2011

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Durante o ano de 2012, o gasto dos brasileiros com animais de estimação deve chegar a R$ 5,9 bilhões, de acordo com as estimativas do Pyxis Consumo, ferramenta de dimensionamento de mercado do Ibope Inteligência. O cálculo leva em conta desde a compra do animal doméstico e das vacinas até as visitas ao veterinário, os custos de banho e tosa e a compra de ração, brinquedos, xampu e acessórios.

Campanhas de saúde estimulam maiores cuidados com os animais, refletindo em mais visitas ao veterinário
Campanhas de saúde estimulam maiores cuidados com os animais, refletindo em mais visitas ao veterinário
Foto: Shutterstock



O número refere-se apenas ao consumo domiciliar, ou seja, às compras de pessoa física em lojas varejistas do ramo. Para o professor de finanças públicas da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Piscitelli o gasto elevado está relacionado com o ascensão da classe C, mas também pode estar ligado ao fato de as famílias estarem diminuindo, o que faz com que muitas pessoas busquem animais de estimação como companhia.



Segundo o Ibope, o consumo por habitante aumentou 13% em relação ao ano passado, ficando em R$ 36,31 em 2012. A classe com maior potencial de consumo é a B, com R$ 2,69 bilhões, o que representa 45,47% do total consumido no País. Em seguida vem a classe C, com 28,7% do consumo. A classe A representa 14,22%, e a classe D e E juntas, 11,59%. "Isso tem a ver com a melhoria do nível de vida, com a ascensão social", afirma Piscitelli. De acordo com o professor, quando a renda aumenta, o consumo tende a se diversificar, não só aumentando a quantidade consumida, mas também incorporando novos hábitos de consumo à medida que as necessidades básicas são satisfeitas. "As pessoas passam a consumir bens menos essenciais, que não são diretamente ligados à sobrevivência. O gasto com o animal não deixa de ser algo que se identifica com a maior capacidade de manter esses animais", diz.



Analisando os gastos com os bichos de estimação por região, o Pyxis Consumo verificou que o sudeste, até o fim do ano, poderá ter o maior potencial, com R$ 3,18 bilhões, representando um consumo per capita de R$ 42,14 por ano. Pensando no gasto por habitante, a região com maior consumo será o sul, com R$ 45,41 anuais - e R$ 1,06 bilhão de gasto total. O professor explica o alto valor com a diversidade de produtos do setor, como a grande variedade de rações, além de os donos estarem mais bem orientados por campanhas de vacinação, utilizando mais os serviços veterinários, refletindo nos gastos. O consumo com os animais é um novo nicho de mercado, de acordo com Piscitelli, seu crescimento desenvolve outras áreas paralelas, como, por exemplo, a produção de vacinas.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra

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