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Estudo mostra impacto de um mundo 4°C mais quente

Governo britânico mostra resultados devastadores de um aquecimento global além dos 2ºC que o mundo tenta negociar em Copenhague

22 out 2009
18h16
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Um estudo divulgado hoje pelo governo britânico mostra qual será o impacto sobre o planeta se o aumento da temperatura não for limitado a 2º C. Um mapa desenvolvido pelo Met Office Hadley Centre a pedido do Departamento de Energia e Mudanças Climáticas (DECC) do governo britânico mostra o que acontecerá em um mundo 4º C mais quente do que hoje. No Brasil, por exemplo, a temperatura aumentará entre 5°C no litoral e 8°C no interior do país. Isto aumenta o risco de incêndios florestais, que além de mais freqüentes serão mais difíceis de controlar.

As colheitas das plantações dos principais cereais das principais áreas de produção mundial irão decair. Além disso, haveria uma diminuição de até 70% nos reservatórios de água. Metade das geleiras do Himalaia será significantemente reduzida até 2050, o que levará 23% da população da China a ser privada da vital fonte de água do degelo durante a estação seca. Os impactos mostrados no mapa são apenas uma seleção daqueles que podem ocorrer.O mapa destaca alguns dos impactos que podem ocorrer caso a temperatura média global aumente em 4°C acima dos níveis pré-industriais.

O estudo foi desenvolvido com base em cenários de emissões de gases de efeito estudo do IPCC. O trabalho mostra que uma média de 4°C elevação de temperatura não irá se espalhar uniformemente pelo planeta. A terra irá se aquecer mais rapidamente que o mar e as altas latitudes, particularmente o Ártico, terão elevações maiores de temperatura. A média da temperatura em terra será de 5,5°C acima dos níveis pré-industriais.

O mapa destaca os efeitos severos na oferta de água, produção agrícola, temperaturas extremas e seca, o risco de incêndios florestais e elevação do nível do mar.

O documento foi lançado no Museu de Ciência de Londres por David Miliband, ministro de Relações Exteriores do Reino Unido, e Ed Miliband, ministro de Energia e Mudanças Climáticas, juntamente com o cientista-chefe do Reino Unido, John Beddington. "Se as emissões continuarem nos níveis atuais, a média de temperatura global provavelmente irá crescer em 4°C até o fim deste século ou até bem mais cedo. A ciência nos mostra que nós teremos impactos amplos e severos em todas as partes do mundo, então precisamos agir agora para reduzir emissões e evitar as faltas de água e comida no futuro", disse Vicky Pope, chefe da área de Mudanças Climáticas do Met Office, de acordo com o informe do escritório britânico.

"Este mapa mostra que os riscos não poderiam ser mais altos nas negociações de Copenhague. Os cientistas ajudaram a ilustrar o efeito catastrófico que resultará do fracasso de limitar o aquecimento global em 2°C. Com menos de 50 dias antes que um acordo seja feito, o Reino Unido está se esforçando para persuadir o mundo de que precisamos aumentar nossas ambições para que consigamos um acordo que nos proteja de um mundo de 4°C", disse Ed Miliband, que esteve no Brasil em agosto.

DiárioNet

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