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Estímulo à construção civil deve reduzir preços dos imóveis

17 dez 2012 07h11
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O preço dos imóveis tende a cair nos próximos meses por conta da desoneração do setor da construção civil. É o que esperam especialistas do setor imobiliário após o governo federal anunciar, na última semana, um pacote para estimular o setor. A iniciativa prevê benefícios que, somados, podem atingir R$ 3,36 bilhões anuais.

O pacote de estímulos do governo federal prevê benefícios de R$ 3,36 bilhões para o setor, de acordo com o Ministério da Fazenda
O pacote de estímulos do governo federal prevê benefícios de R$ 3,36 bilhões para o setor, de acordo com o Ministério da Fazenda
Foto: Shutterstock



"As medidas trazem maior segurança jurídica e clareza tributária, o que reduz os custos e traz bons resultados para o bolso do consumidor. Então podemos dizer que existe uma tendência efetiva de queda dos preços para 2013", diz Luiz Carlos Botelho Ferreira, primeiro vice-presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon/DF).



"O anúncio já teve efeito imediato, pois as ações das construtoras na Bolsa se valorizaram. Então esperamos que o mercado fique ainda mais aquecido", completa Ariovaldo da Silva Rocha Filho, diretor de Lançamentos do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro (Creci/RJ).



Ainda não é possível, porém, mensurar o tamanho do impacto, segundo o representante do Sinduscon, pois a medida provisória não foi regulamentada. "Faltam detalhes para que possamos falar em percentuais, pois não sabemos se a desoneração vai atingir também as incorporadoras, por exemplo. Mas isso deve ser definido até a primeira quinzena de janeiro."



As medidas divulgadas pelo governo incluem a desoneração da folha de pagamentos da construção civil, que antes pagava 20% de INSS sobre a folha e agora passará a contribuir com 2% do faturamento. Sozinha, esta iniciativa representará uma economia de R$ 2,85 bilhões em 2013, estimou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Isso vai beneficiar em maior grau as obras que têm menos tecnologia e empregam maior quantidade de mão de obra", comenta Ferreira.



Além disso, o governo reduziu as alíquotas de tributos do setor, que, no total, caíram de 6% para 4%, gerando um impacto anual de R$ 411 milhões. O pacote inclui ainda o aumento de R$ 85 mil para R$ 100 mil no valor máximo dos imóveis residenciais que podem ser classificados como de interesse social. A vantagem desse tipo de qualificação é que as propriedades passam a pagar uma alíquota de 1% sobre o faturamento.

Fonte: PrimaPagina
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