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03 de outubro de 2012 • 07h24

Empresa lança franquias que investem no visual retrô

O empreendedor Márcio Trigueiro se define como um inventor. Proprietário da fábrica Oficina Nostalgia, ele desenvolve produtos com design retrô. Agora, a nova empreitada da empresa é o lançamento de dois modelos de negócio no formato de franquia, a Nostalgia Pit Stop Beer, que é uma bomba de gasolina que produz chope, e o Café Nostalgia
Foto: Divulgação
 

O empreendedor Márcio Trigueiro se define como um inventor. Proprietário da Oficina Nostalgia, ele desenvolve produtos com design retrô. "O

vintage

é uma tendência irreversível. As pessoas estão fazendo esse resgate e por isso essas novas roupagens fazem tanto sucesso", explica. Agora, a nova empreitada da empresa é o lançamento de dois modelos de negócio no formato de franquia: a Nostalgia Pit Stop Beer, que é uma bomba de gasolina que produz chope, e o Café Nostalgia.



O Nostalgia Pit Stop Beer, que consiste em um carrinho de chope estilizado, possui duas unidades, uma própria, em Natal, e outra franqueada, no Recife. Para se tornar um franqueado, é preciso investir R$ 12 mil. No valor, estão inclusos a máquina de chope, manuais e o fardamento ¿ conjunto de avental e boné. Depois do contrato assinado, a única taxa que o franqueado precisa pagar é a de

royalties

, que corresponde a 10% do faturamento mensal.



Já o Café Nostalgia é uma cafeteria de quiosque que tem como ponto alto a decoração: uma Kombi dos anos 1960. O investimento inicial varia entre R$ 70 mil e R$ 100 mil e, por mês, é cobrado um taxa de

royalties

de 10% e uma taxa de marketing de 5% sobre o faturamento. Ainda não há unidades da franquia e a perspectiva de retorno é em até dois anos.



O que tanto o Nostalgia Pit Stop Beer e o Café Nostalgia têm em comum é o fato de ambos serem franquias de primeira geração. "Isso significa que o franqueado recebe o direito de usar a marca e um pequeno

know-how

operacional", explica Márcio. Por isso, o chope que sai da bomba não é padronizado nem os lanches e cafés da cafeteria. "O que estamos franqueando é um formato, um tipo de design, e não um produto", afirma Márcio.



Segundo o empreendedor, é preferível que o possível franqueado de uma das duas marcas já tenha conhecimento no ramo de negócios, justamente pelo fato de essas unidades não trabalharem com um modelo previamente consolidado.



Gerações de franquias

Adir Ribeiro, presidente da Praxis Business, consultoria de franquia de São Paulo, explica que o desenvolvimento do

franchising

no Brasil e no mundo passou por diversas etapas. Segundo ele, no livro

Uma Nova Geração de Franchising

(editora Ex-Libris), o autor, Cláudio Tieghi, classifica o sistema de acordo com o seu estágio de desenvolvimento. "Vale lembrar que a classificação não é unanimidade", pondera Adir.



No livro, as franquias de primeira geração aparecem descritas como redes de produto e marca. O que significa que a franqueadora licencia sua marca ao franqueado e distribui seus produtos sem exclusividade, ou seja, os mesmos produtos podem ser encontrados em outros varejistas que não somente nas unidades franqueados. Trata-se de uma estratégia de expansão sem aspectos de controle envolvidos.



"Esse é um modelo em desuso no País, justamente porque não se trata de negócio formatado, que é o grande diferencial de uma franquia. Na minha visão, vale mais a pena optar por um negócio independente do que por uma franquia de primeira geração", afirma o presidente. O risco, aponta Adir, é "muito maior em um franquia de primeira geração".



O consultor afirma que atualmente a maior parte das franquias do Brasil faz parte da terceira geração. O livro de Tieghi explica que as franquias de terceira geração - ou de negócio formatado - têm em sua essência, além da licença de uso de marca, o fato de a franqueadora repassar o

know-how

operacional a toda rede, prestando serviços de assessoria e acompanhando de perto o dia a dia das operações dos franqueados. O padrão é rígido e conhecido como pacote de franquias, em que praticamente tudo o que precisa ser conhecido está "manualizado" e instrumentalizado para os franqueados agirem sob regras determinadas.



Embora os consultores acreditem que as franquias de primeira geração estão ultrapassadas, Márcio acredita no potencial de suas marcas. "Tenho para oferecer um negócio inovador. A bomba de chope e o quiosque em forma de Kombi são patenteados", diz.

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