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25 de dezembro de 2012 • 08h24

Empresa inova na locação de imóveis temporários

Segundo dados do Ministério do Turismo, a receita do setor turístico no País cresceu 7,01% em outubro de 2012, em comparação ao mesmo mês de 2011. Foi pensando nesse mercado que a GoHouse foi criada
Foto: Divulgação
 

O setor turístico no Brasil tem se mostrado promissor. Segundo dados do Ministério do Turismo, a receita do segmento cresceu 7,01%, em outubro de 2012, em comparação ao mesmo mês de 2011. É um aumento significativo, considerando os grandes eventos que ainda estão por vir. Pensando na fertilidade desse terreno, Mário Galvão criou a GoHouse, empresa de aluguel de casas e apartamentos para temporada.



Nascido em Itápolis (SP), Mário mudou-se para o Rio de Janeiro em 2007 para atuar na Pollux Capital - gestora de investimentos. Seu trabalho consistia basicamente em monitorar investimentos em bolsa de vários setores, entre eles o da construção civil. A atividade permitiu que ele conhecesse empreendimentos como o HomeAway, site de alojamento em casas e apartamentos de férias.



Inspirado pelo modelo de negócio, o empresário começou a estudar o mercado em 2009 e, no ano seguinte, partiu para os detalhes práticos, como aluguel de imóveis para testes. No fim de 2011, apresentou a proposta da GoHouse para a Pollux, que também decidiu investir, permitindo a abertura da empresa em abril de 2012.



Como funciona

O proprietário de um imóvel que esteja interessado em disponibilizá-lo para locação deve entrar em contato com a GoHouse, que fará a mediação entre os clientes. "Somos procurados geralmente por três perfis de pessoas que possuem imóveis: investidores, herdeiros ou pessoas que simplesmente querem rentabilizar o imóvel para reduzir custos", explica Mário.



Feito os contatos, a empresa enviará uma equipe de captação para checar se o local está em boas condições. Após a verificação, será feito um cadastro do imóvel no site para visualização dos clientes. A empresa também oferece limpeza antes e depois da estadia, sem cobrar a mais por isso. Se o locatário quiser mais dias de faxina, o serviço também pode ser disponibilizado, mas é cobrado um valor além do que foi estabelecido no contrato.



"Os proprietários que não querem ter trabalho repassam a demanda para a GoHouse, que facilita a viabilização da locação do imóvel", diz Mário. A receita da GoHouse é gerada a partir de uma porcentagem acordada na transação.



Diferencial

"Não somos uma imobiliária. Nossa principal diferença é que só trabalhamos com aluguel", explica Mário. Ele ainda destaca como diferenciais o cuidado com o imóvel e o uso de fotos profissionais para melhor divulgação no site. "Para o proprietário, é bom saber que tem alguém cuidando do imóvel dele", diz.



O presidente da GoHouse explica que a locação pode ficar até 40% mais barata quando comparada ao hotel. "Se é uma família com seis pessoas, por exemplo, é ruim dividi-la em vários quartos, como acontece em hotéis", afirma. Segundo ele, para um grupo de viagem acima de três pessoas, e para um período de quatro noites ou mais, um imóvel locado faz mais sentido do que um hotel, para o qual o ideal são duas pessoas e até três noites.



Para Mário, o modelo é promissor e tem tudo para dar certo no Brasil. "Na Europa, esse tipo de negócio já cobre 30% do setor de hospedagem e, nos Estados Unidos, 20%. Com a profissionalização, o público tem preferido massivamente o aluguel de imóveis, o que acho que vai acontecer aqui no Brasil, acredita.



Por enquanto, a empresa atende apenas à cidade do Rio de Janeiro, mas em 2013 deve começar a trabalhar em São Paulo e Curitiba, grandes polos turísticos.

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