Economia

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12 de setembro de 2012 • 07h31

Em viagens com crianças, economia depende de negociação

Para economizar, vale procurar promoções sazonais de hoteis e resorts - muitas vezes, a estadia para crianças é isenta
Foto: Shutterstock
 

Calças, camisas, vestidos, sapatos... Bonecas, carrinhos, jogos eletrônicos. Quem viaja com crianças sabe que, além dos tradicionais itens da check-list, a mala dá lugar a inúmeras exigências dos pequenos. Mas, se o período pré-viagem já exige muita negociação, os dias de passeio requerem ainda mais jogo de cintura dos pais.



Das camas-extra nos quartos a porções menores na hora da refeição, sair de casa com os filhos exige atenção especial. Segundo o diretor de marketing da Costa Brava Turismo, Carlos Schwartzmann, muitos hotéis têm políticas de isenção para crianças. Ainda assim, é preciso tomar cuidado com o que vai além do contrato de estadia. Vale também se certificar quanto à capacidade dos quartos - no exterior, é comum que não comportem camas-extra. "Não dá para esquecer as refeições, além de gastos com passeios e outras compras", diz. Em uma diária de US$ 400, o valor sobe em torno de US$ 150 a cada criança. "Mas há promoções sazonais. Quando a disponibilidade de leitos é alta, os hotéis fazem promoções que incentivam as famílias a viajar", afirma.



O valor que deve ser reservado para gastos diários é controverso. O agente de viagem diz que US$ 50 é suficiente para os pequenos. O educador financeiro é mais cauteloso. "A família precisa saber qual é o seu perfil. Estipular uma quantia depende das condições de cada um", diz. Modernell recomenda que, antes de embarcar, os pais indiquem quanto os filhos podem gastar ao longo da viagem. "Eles devem saber quanto têm para compras e presentes, e os pais devem ajudar a administrar a quantia durante todo esse período", diz.



Lanches fora de hora são vilões do orçamento

Entre parques de diversões, zoólogicos e outros passeios que deixam as crianças exaustas - e famintas - é comum que se gaste muito em pequenos lanches. Comer fora de hora, segundo o educador financeiro, costuma aumentar as contas. "Dá para economizar muito evitando comprar comida em todos os lugares que forem visitados. Levar biscoitos e suco nos passeios e não fazer refeições fora pode resultar em economia de até 50%", diz. O mesmo vale para pequenas lembrancinhas: de US$ 3 em US$ 3, o turista enche a mala e acaba estourando o orçamento.



Uma recomendação continua a mesma, com ou sem crianças: ao programar uma viagem para fora do país, é preciso começar a se organizar logo. Nada de depender do câmbio da semana de embarque. A dica do educador financeiro é comprar moeda estrangeira todos os meses, evitando oscilações que podem comprometer a diversão e causar dor de cabeça. "Se falta seis meses para a viagem, já é preciso se programar. Comprar aos poucos reduz o risco cambial e evita que a viagem tenha de ser cancelada porque a moeda disparou", aconselha. Além de todos os cuidados antes e durante o passeio, vale conversar com os pequenos sobre o real significado de sair do país. "Eles precisam ter noção de quanto custa a viagem. Assim, vão entender que aquilo é muito mais do que uma simples semana. É na verdade, algo especial, para o qual devem criar expectativa", acrescenta o especialista.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra