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Em ano de crise, índice de desocupados cresce 18,5% no País

8 set 2010
10h00

O Brasil tinha cerca de 8,4 milhões de pessoas desocupadas em 2009, ano em que o País mais sentiu os efeitos da crise econômica que começou nos Estados Unidos. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2009, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada nesta quarta-feira, o número representa aumento de 18,5% em relação ao registrado em 2008, quando havia pouco mais de 7 milhões de brasileiros desocupados. Em 2004, o País tinha 8,2 milhões de pessoas ociosas.

A taxa de desocupação estava concentrada na faixa etária entre 15 e 17 anos; e nas regiões Nordeste e Sudeste, onde 8,9% das pessoas estavam ociosas. O Sul foi a localidade com menor índice de desocupação, 6%.

Segundo o estudo, a estabilidade no contingente de ocupados, associada ao crescimento de pessoas desocupadas, causou a elevação da taxa de desocupação que passou de 7,1% em 2008, para 8,3%, em 2009. O índice estava em queda desde 2006.

No Brasil, 101,1 milhões de pessoas formavam a força de trabalho, sendo que 91,7% estavam empregadas, de acordo com a Pnad. Em relação a 2008, houve um crescimento de 0,3% da população ocupada.

Apesar do aumento de desocupados no País, o número de trabalhadores com carteira assinada subiu e atingiu o maior da história. A Pnad apurou que 32,4 milhões de empregados tinham registro profissional em 2009, aumento de 1,5% em relação a 2008. Segundo o estudo, 483 mil se tornaram empregados formais de 2008 para 2009.

Em relação a 2004, enquanto o contingente de empregados cresceu 16,7%, a parcela dos trabalhadores com carteira de trabalho assinada cresceu 26,6%, até 2009.

A região que mais contribuiu foi a Sudeste, onde 67,3% dos empregados são registrados. No Norte do País, esta proporção chega a apenas 42,4% do total.

Os empregados domésticos também fazem parte deste aumento. De 2008 para 2009, houve crescimento de 9% no número de mão de obra para a função e de 12,4% de trabalhadores domésticos com carteira assinada. De acordo coma Pnad, de 2004 a 2009 este aumento foi de 20%.

Rendimento maior
O salário médio do brasileiro também subiu. Segundo a pesquisa, o rendimento mensal de todos os trabalhos das pessoas de 10 anos ou mais, ocupadas, ficou em R$ 1.106,00 no ano de 2009. O valor representa alta de 2,2%, em comparação com 2008, quando o rendimento médio verificado foi de R$ 1.082,00

Em 2009, estes valores foram estimados em R$ 921,00 para a região Norte; R$ 734,00 para o Nordeste; R$ 1.255,00 para a região Sudeste; R$ 1.251,00 para o Sul e R$ 1.309,00 para o Centro-Oeste.

Entre 2004 e 2009, houve um ganho na remuneração média de trabalho de 20%. A região Nordeste foi a que apresentou maior aumento, cerca de 28%, no período. Já no Sudeste, o índice registrado foi o mais baixo do País, ficando em 17,1% de ganho no rendimento.

Na análise da distribuição de renda, a Pnad avaliou que os 10% da população ocupada com os rendimentos mais elevados concentraram 42,5% do total de rendimentos de trabalho. Enquanto os 10% com os rendimentos mais baixos detiveram 1,2% do total das remunerações. Os valores foram semelhantes aos encontrados em 2008.

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Fonte: Invertia Invertia
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