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23 de novembro de 2012 • 17h20

Em 12h, Black Friday 2012 supera vendas do ano anterior

Brasileiros aproveitam o Black Friday e vão às compras
Foto: Terra
 

O Black Friday Brasil 2012 superou as vendas da edição do ano anterior apenas nas primeiras 12 horas de liquidação, segundo informações divulgadas pelo Busca Descontos, organizador da ação promocional.

As promoções do Black Friday - tradicional dia de promoções após o Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos começarão à 0h desta sexta-feira, nas lojas virtuais, e às 22h de quinta-feira nas lojas físicas do Extra.

Segundo o Busca Descontos, as categorias mais procurados até o momento são: celulares, informática, eletrônicos, eletrodomésticos e games.

Dafiti anuncia que vendas triplicaram com o Black Friday
A Dafiti, empresa especializada no comércio online de roupas, calçados, acessórios, produtos de beleza e para casa, anunciou nesta sexta-feira que o Black Friday triplicou suas vendas com relação a uma sexta-feira comum. A empresa ainda afirmou que dobrou o resultado de sua participação no ano passado antes mesmo do encerramento do evento.

A Dafiti ainda estimou que para 2013 o Black Friday pode superar datas importantes para o varejo como o Natal e o Dia das Mães. Este foi o segundo ano consecutivo que a empresa participou do Black Friday Brasil.

O Wal-Mart divulgou nesta sexta-feira que o movimento em sua loja on-line hoje, em função dos descontos promovidos para a Black Friday, foi equivalente a uma semana de vendas em dias normais.

Preços "maquiados"
A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) notificou as empresas Extra (lojas física e virtual), Ponto Frio, Submarino, Americanas.com, Wal-Mart, Saraiva e Fast Shop, por indícios de maquiagem nos descontos, com base em denúncias que chegaram por meio de consumidores. As empresas têm até a próxima sesta-feira para responder sobre o assunto.

A empresa organizadora do evento também será notificada para que apresente explicações sobre problemas que o consumidor teve ao não conseguir o acesso em alguns links de ofertas e sites de lojas.

Após gerar polêmica nas redes sociais por causa dos "falsos descontos" oferecidos, a edição brasileira do Black Friday já registra casos em que as empresas retiraram do ar tais ofertas. O site agregador de descontos Busca Descontos afirmou já ter retirado cerca de 500 ofertas irreais que foram denunciadas pelos consumidores.

De acordo com a assessoria de imprensa do Busca Descontos, a empresa está contando com a colaboração dos consumidores para denunciar falsas ofertas - que passam por uma averiguação de uma equipe responsável em constatar a presença ou não de descontos reais."É lamentável que algumas lojas ainda insistam em fazer maquiagem de preço. Contamos com a ajuda dos consumidores nesse momento, para que denunciem as ofertas falsas", afirmou Pedro Eugênio, CEO do Busca Descontos.

Procurada, a B2W, proprietária das marcas Submarinos, Americanas.com e Fast Shop informou que apresentou ao Procon a documentação solicitada no prazo concedido e afirmou que os preços praticados hoje são promocionais e os descontos oferecidos no Black Friday foram negociados especialmente para o evento. A Saraiva afirmou que "não pode se manifestar a respeito das supostas irregularidades apontadas pelo Procon em relação à promoçãoBlack Friday, pois até o momento ainda não foi notificada oficialmente a respeito do assunto". A empresa ainda afirmou que "respeita os direitos de seus consumidores e que atende a legislação aplicável, repudiando qualquer afirmação em sentido contrário".

O vice presidente de e-commerce do Wal-Mart, Flavio Dias, disse que houve negociações com fornecedores desde março para garantir descontos especificamente para hoje. Dias disse que viu pela imprensa - a companhia não havia recebido comunicação até as 19h - a informação de que o Wal-Mart foi uma das empresas notificadas pelo Procon-SP por suposta "maquiagem" de descontos e que ficou "indignado" com o fato.

"Todo e qualquer produto tinha um desconto verdadeiro. Os preços desses itens tinha um desconto real em cima dos que foram praticados nos últimos meses", afirmou o executivo, que também disse que a central de clientes do Wal-Mart não registrou nenhuma reclamação de cliente falando a respeito de preços.

O

Terra

também entrou em contato com o Extra e Ponto Frio, mas até o momento não obteve retorno.

Terra