5 eventos ao vivo

Economist critica pizza de queijo por US$ 30 e hotel fedorento de US$ 250 no Brasil

26 set 2013
18h24

A revista The Economist publicou artigo nesta quinta-feira criticando o preço dos produtos e serviços no Brasil. Segundo a publicação, é chocante lembrar como uma visita ao Brasil nos últimos anos custa caro, destacando que uma pizza de queijo em São Paulo custa US$ 30 e uma noite em um hotel "fedorento e sem janelas no Rio de Janeiro" sai por US$ 250.

» Imprensa estrangeira pede demissão de Mantega e diz que Brasil 'estragou tudo'

Revista fez um especial sobre a situação do Brasil
Revista fez um especial sobre a situação do Brasil
Foto: Reprodução

A revista afirma que quando Lula chegou ao poder o dólar era comprado a R$ 3,50, enquanto em 2011 a moeda americana estava cotada a R$ 1,53. Apesar da diferença no câmbio, a The Economist diz que as causas do problema nos preços do Brasil são mais profundas que a taxa de câmbio.

Além disso, a publicação destaca que o "Brasil é surpreendentemente fraco para o dinheiro", destacando que eletrodomésticos e carros no Brasil custam pelo menos 50% a mais que em outros países onde a renda é semelhante.

A revista afirma que as causas para o problema de custo no Brasil são muitas, "começando pelos impostos". A publicação destaca que a carga tributária no País é muito mais pesada que em outros países em desenvolvimento, além de lembrar que os impostos sobre os salários dos brasileiros são maiores na comparação com qualquer outra grande economia. Segundo o artigo, com o consumo fortemente tributado, um consumidor brasileiro paga até 45% a mais do que um mexicano por um caro fabricado no Brasil. As altas tarifas também aumentam o preço de smartphones, fazendo com que custem 50% mais caros que nos Estados Unidos.

"A complexidade do código tributário também eleva os custos", diz a revista, afirmando que o brasileiro gasta quase dez vezes mais de tempo para preencher a declaração de Imposto de Renda do que a média global.

Fonte: Terra

compartilhe

publicidade
publicidade