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Por que adoramos encher o carrinho e desistir da compra?

Costume não é culpa só dos consumidores

9 nov 2015
09h00
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Se você tem o hábito de entrar em uma loja na internet, encher o carrinho e não finalizar a compra, saiba que não está sozinho.
 
A prática é muito mais comum do que você imagina: no Brasil, a taxa média de conversão (ou seja, das pessoas que clicam em comprar e pagam o valor referente ao produto) dos sites é de apenas 1,5%, segundo pesquisa do Sebrae feita entre maio e junho deste ano. Isso significa que, de 100 usuários que entrarem no site de um e-commerce, menos de dois vão realmente comprar algum item.
 
O costume de “abandonar o carrinho” é resultado de uma combinação entre hábitos dos consumidores e problemas das lojas online. Geralmente, sites que pedem muitos dados de cadastro, ou apresentam informações confusas sobre prazos de entrega, política de devolução e outras tendem a deixar o consumidor inseguro e fazê-lo desistir de adquirir o produto. “Em geral, os sites não são fáceis, têm usabilidade terrível, deixam o cliente inseguro. Quanto mais perguntas, mais abandono de compras”, observa Pedro Guasti, co-fundador da E-bit e VP de Relações Institucionais do Buscapé Company.

Insegurança do consumidor é um dos fatos que leva ao abandono de carrinhos em sites de compras
Insegurança do consumidor é um dos fatos que leva ao abandono de carrinhos em sites de compras
Foto: TZIDO SUN/Shutterstock

Também há casos em que o usuário está apenas pesquisando preços, e não vai necessariamente confirmar a compra. Nesse processo, o consumidor está verificando vários dados que ele considera importantes para finalizar a compra – ou não. No meio dessas etapas, que incluem desde a escolha do produto até o pagamento, uma série de fatores pode levar à desistência – preguiça de pagar, arrependimento, mudança de planos, etc. “Isso faz parte de um levantamento de informações que vão gerar a tomada de decisão do consumidor. Ele vai pensar, aí pode ter aquela preguiça, enfim...se não houver pagamento, não vai ter conversão”, explica Guasti.
 
Há ainda um ponto importante a ser observados pelos donos dos e-commerces: a aplicabilidade dos sites em dispositivos móveis, como tablets e smartphones. Cerca de 35% do tráfego das lojas online vêm por meio dessas duas plataformas. “É importante deixar o site fácil em múltiplas plataformas. Também é interessante oferecer a possibilidade do “one click to buy”, isto é, comprar com apenas um clique”, afirma Guasti.

Fonte: Canarinho Press

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