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Custo de reformas tem maior alta em quatro anos, aponta IBGE

7 dez 2012
14h31
atualizado às 14h38

O brasileiro está tendo de pagar mais na hora de reformar um imóvel e fazer consertos domésticos. O valor de serviços e produtos ligados a reparos registra, em 2012, a maior alta em quatro anos e ajuda a pressionar o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De janeiro a novembro, o item "Reparos" do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 7,36%, pouco mais que no mesmo período do ano passado (7,35%) e só menos que em 2008 (9,4%)
De janeiro a novembro, o item "Reparos" do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 7,36%, pouco mais que no mesmo período do ano passado (7,35%) e só menos que em 2008 (9,4%)
Foto: Andrey Popov / Shutterstock



De janeiro a novembro, o item "Reparos" do principal índice de inflação do país subiu 7,36%, pouco mais que no mesmo período do ano passado (7,35%) e só menos que o salto do mesmo período de 2008 (9,4%).



As despesas nessa área avançam sem parar desde outubro de 2011. Neste ano, tiveram alta acima de 0,5% entre janeiro e maio, quando atingiram o pico de 1,01% (maior em 17 meses). Perderam um pouco de força em seguida, com variações abaixo de 0,5% até setembro, mês em que subiram 0,22%, menor porcentagem desde setembro do ano anterior. Porém, em outubro (0,88%) e novembro (0,80%) retomaram o ritmo acelerado.



Dos 12 subitens contabilizados pelo IBGE, apenas três apresentaram, até novembro, elevação superior à dos primeiros 11 meses de 2011 - são justamente os que estão puxando o índice para cima. O preço de material de ferragem, que havia recuado 4,6% nesse período do ano passado, acumula alta de 3,56% em 2012. O preço da mão de obra registrara salto de 8,62% de janeiro a novembro de 2011, e agora soma variação ainda superior (11,26%). Os materiais para pintura também subiram mais neste ano, mas com diferença pequena (8,90% em 2011, 9,55% em 2011).



Dos outros nove subitens, dois ficaram mais baratos entre janeiro e novembro: azulejo e piso (-2,49%) e tijolo (-0,73%). Os demais contabilizados pelo IBGE subiram, mas num ritmo mais lento que no ano passado: material de eletricidade (alta de 8,91% em 2011 e de 6,51% em 2012), tinta (9,4% e 5,64%), ferramentas (6,5% e 6,49%), cimento (3,78% e 2,01%), material hidráulico (4,93% e 3,34%), areia (8,03% e 5,05%) e pedras (6,27% e 3,27%).

Fonte: PrimaPagina
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