Cursos de idiomas projetam expansão por Copa e Olimpíadas

13 jan 2012
07h24 atualizado em 14/1/2012 às 00h31
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Já faz muitos anos que aprender outro idioma, quase sempre o inglês, é um requisito fundamental para quem pretende se destacar no mercado de trabalho. Com a proximidade da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, no Brasil, essa tendência se concretizou. Por conta disso, não causa espanto o fato de o setor de escolas de idiomas estar em franco crescimento. Dados da consultoria NetplaN - especializada em desenvolvimento empresarial e expansão de negócios - mostram que a projeção é que este mercado crescerá entre 30 e 40% anualmente nos próximos quatro anos.

Até 2014, o foco de expansão será do CNA será o Nordeste, região que possui quatro cidades-sede da Copa
Até 2014, o foco de expansão será do CNA será o Nordeste, região que possui quatro cidades-sede da Copa
Foto: Divulgação



O número expressivo, segundo Daniel Bernard, diretor-proprietário da consultoria, é resultado da combinação de três fatores: a internacionalização cada vez mais acelerada da economia brasileira, os megaeventos esportivos dos próximos anos e a demanda por profissionais que dominem outros idiomas. "Hoje, menos de 15% da população brasileira tem contato com o inglês fora das escolas de ensino formal", avalia Bernard.



Segundo José Carlos de Souza, diretor de expansão da rede CNA, o setor vive um dos melhores momentos da sua história. "Antes, o cálculo era de uma unidade da franquia para cada 80 mil habitantes. Nos últimos cinco anos, isso mudou. Atualmente, 50 mil habitantes já garantem retorno para o franqueado", afirma Souza.



Em 2011, o CNA faturou 20% a mais do que no ano interior. "O bom resultado da rede é reflexo do crescimento do setor", aponta o diretor. Até 2014, o foco de expansão será o Nordeste, região que possui quatro das doze cidades-sedes da Copa do Mundo - Salvador, Fortaleza, Natal e Recife - e que conta com a crescente entrada de novas empresas estrangeiras que precisam de profissionais bilíngues.



É essencial conhecer a área para empreender
A rede de escola de inglês UNS Idiomas, que atualmente possui 63 unidades, espera chegar a 100 franquias em 2012 e dobrar de tamanho até 2014. Apesar do crescimento ser impulsionado pelos eventos esportivos, Carlos Coelho, gerente de novos negócios, diz que o ramo de educação como um todo é um segmento em plena expansão. "O brasileiro se preocupa com a qualificação. E a expansão da classe média faz com que investir em educação seja economicamente viável", afirma.

Para o empreendedor que deseja investir neste nicho, Bernard aconselha que, antes, ele busque ampliar seus conhecimentos sobre a área. "É preciso dominar o idioma estrangeiro, que é o ponto-chave desse tipo de negócio", diz. O diretor de expansão do CNA aponta ainda o retorno que esse tipo de empreendimento oferece ao empreendedor. "É uma das melhores taxas de lucratividade do franchising: cerca de 17% sobre o faturamento."

Português para estrangeiros
Não apenas o inglês chama a atenção quando o assunto são novos idiomas. A visibilidade e liderança conquistada pelo Brasil nos últimos anos fez com que a vinda de profissionais para o País seja uma realidade cada vez mais presente.

A escola Bridge, do Rio de Janeiro, oferece curso de português para estrangeiros. Voltado para executivos, nos últimos três anos ele se tornou um dos carros-chefe do negócio. "O crescimento da exploração de petróleo na cidade impulsionou a vinda desses executivos", afirma Verônica Horta, diretora educacional da Bridge. Ela também conta que no último semestre de 2011 se matricularam na escola profissionais da FIFA - a entidade organizadora do Mundial de 2014. A projeção da escola é crescer 20% ao ano até a Copa.

Caso de sucesso: empreendedor que apostou em uma escola de idiomas
Professor de espanhol e bancário, Hamilton Macedo decidiu que era hora de montar o próprio negócio no final de 2010. Ele e um sócio escolheram ser franqueados de uma escola de idiomas, o CNA, por dois motivos: já tinham conhecimento na área de ensino de línguas e sabiam do potencial do setor.

No final do primeiro ano de atuação, eles já haviam superado as expectativas. "Trabalhávamos com a projeção de 180 alunos na primeira captação e conseguimos 300", diz Macedo. O ponto privilegiado, nas imediações do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, também contribuiu para o sucesso. "Metade dos nossos alunos é composta por funcionários do aeroporto, que alegam a proximidade da Copa e das Olimpíadas como motivo de terem buscado o curso". Prova disso foi que, em novembro, a Infraero custeou 80% do curso para funcionários na unidade de Macedo.

Copa do Mundo e Olimpíadas
Para atender à demanda por profissionais que saibam se comunicar em inglês durante os dois maiores eventos esportivos do mundo, algumas redes de idiomas têm apostado na criação de cursos específicos para os setores de hotelaria, transporte, comércio e entretenimento.

No curso CNA Hello, que tem duração de seis meses - e 40 horas de aulas presenciais -, o aluno vai aprender o inglês básico, com foco em aspectos da comunicação oral e da abordagem ao cliente. Já o Welcoming Visitors, do CCAA, dura 22 meses e é oferecido a empresas.

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Fonte: Terra
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