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Cooperativas de crédito têm custo mais barato do que bancos

12 jun 2012 07h52
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Micro e pequenos empresários têm acompanhado de perto as quedas dos juros praticados pelo Banco Central. De 11% no começo do ano, a taxa de juros básica, a Selic, despencou para 8,5% em junho, criando a expectativa de uma queda significativa no custo dos financiamentos. O que nem todos os pequenos empresários sabem é que as chamadas cooperativas de crédito já oferecem recursos a preços competitivos, independentemente das variações das taxas oficiais.

As cooperativas de crédito oferecem recursos a preços competitivos, independentemente das variações das taxas de juros oficiais
As cooperativas de crédito oferecem recursos a preços competitivos, independentemente das variações das taxas de juros oficiais
Foto: Dreamstime / Especial para Terra



Ao contrário dos bancos, que dependem em grande parte de empréstimos tomados diretamente do Banco Central, a maioria das cooperativas se financia diretamente com o dinheiro dos próprios correntistas cooperados. Isso torna o preço do crédito desconectado, ao menos de forma direta, das variações das taxas de juros.



Atualmente, as cooperativas compõem 2% do crédito nacional - pouco se comparado a países como Alemanha e França, em que representam respectivamente 30% e 43% desse mercado.



Empréstimo mais barato

"O cooperativismo é baseado na união de pessoas com direito a voto. É um modelo socioeconômico democrático que, por sua natureza, visa às necessidades do grupo e não ao lucro", afirma Antonio José Monte, presidente da Cooperativa de Crédito Mútuo dos Micro e Pequenos Empresários e Microempreendedores do Grande ABC (Sicoob Crediacisa). Por reverter a maior parte dos lucros em custos administrativos - como contratação de funcionários e encargos fiscais - ou no próprio barateamento do crédito, as cooperativas fornecem taxas mais baixas do que a média do mercado.



Em geral, as instituições oferecem produtos similares àqueles de um banco comum, como conta corrente, poupança e financiamento, mas possuem uma estrutura organizacional e preços diferenciados.



Décio Milani, gerente do Sicoob Crediacisa, revela que o custo do capital de giro da instituição é de 1,8% a 2,5%, enquanto que em bancos comuns chega a 4%. Já o cheque especial de pessoa jurídica gira em torno de 4,5%, enquanto que em bancos normais pode chegar a 8,5%. Empréstimos de logo prazo para compra de equipamentos ou investimentos em infraestrutura são feitos por meio de linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Nesses casos, a cooperativa é apenas uma intermediária.



Estrutura

As cooperativas são reguladas pelo Banco Central e devem ter um estatuto que respeite as exigências do BC.



O órgão máximo das cooperativas são as assembleias. No caso da Crediacisa, é realizada uma assembleia ordinária anualmente para aprovar o balanço anual. Também se discute de que forma será empregado o saldo do balanço e se ele será distribuído entre os cooperados. A cada quatro anos, é eleita a diretoria executiva, o conselho administrativo e o conselho fiscal. Assembleias extraordinárias podem ser convocadas quando justificado.



"Os conselheiros são responsáveis por planejar a estratégia da cooperativa, enquanto a diretoria executiva trabalha cotidianamente na gestão da empresa para atingir a esses objetivos", explica Antonio.

Fonte: Cross Content
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