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01 de novembro de 2012 • 15h33

Confira cinco opções de negócios para se abrir em casa

Uma sugestão para negócio em casa é a abertura de uma loja virtual de cosméticos. Parcerias com distribuidores podem ajudar a ter uma variedade maior de produtos e facilitar a entrega ao cliente
Foto: Shutterstock
 

Com poucos custos, é possível montar o seu próprio negócio sem sair de casa. Para ter seu espaço no mercado, o pequeno empresário deve, no entanto, apostar na comodidade da entrega e na qualidade do produto ou serviço, acredita Valdir Cavalcanti, analista de orientação empresarial da unidade pernambucana do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).



O

delivery

é uma das características do negócio - uma vez que não é possível receber o cliente em casa. "As pessoas precisam de mais comodidade, já que estão cada vez com menos tempo. É esse o público", afirma Valdir.



Segundo ele, outra especificidade desse tipo de negócio é a fidelização do cliente. A comodidade associada à qualidade faz com que o consumidor compre mais vezes. De acordo com o consultor, um bom caminho para que isso aconteça é atender a necessidades específicas.



Já os negócios ideais são serviços, como o de corretor imobiliário ou lojas virtuais, em que não é necessário receber o cliente na empresa. Confira abaixo cinco boas opções de negócio para se abrir em casa.



Cosméticos

O setor de cosméticos cresce mais de 10% ao ano, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC). "As pessoas estão sempre buscando o que é novo, mas nem sempre têm tempo", afirma Valdir. Segundo ele, o empresário pode abrir uma loja virtual com seleção de cosméticos e fazer parcerias com distribuidores para ter uma variedade maior de produtos e facilitar a entrega.



Conhecer o cliente e levantar seu perfil permite saber quais produtos recomendar, o que o torna ainda mais fiel à empresa. "Ele vende para o mesmo cliente mais vezes. Isso significa que se cria um vínculo e o empresário tem mais conhecimento sobre o cliente", explica o analista.



É preciso, no entanto, estar atento à sazonalidade dos produtos. Cremes hidratantes e protetores solar vendem mais no verão, por exemplo. Outros produtos que podem ser oferecidos são os cosméticos dedicados a aumentar o prazer sexual, normalmente comercializados nos

sex shop

. "Os clientes são normalmente mulheres e, em muitas regiões, elas ainda têm vergonha de ir à loja", explica o consultor.



Refeições prontas

A falta de tempo faz com que muitas pessoas procurem o serviço de refeições prontas. É interessante ter um cardápio variado, mas que tenha o foco em um produto específico. "O cliente tem que pensar nele quando estiver com vontade de comer aquele prato", diz. Segundo Valdir, uma boa aposta de culinária nesse momento é a light ou diet. Podem ser produzidos ainda cardápios especiais para solteiros, famílias e casais.



Para abrir esse tipo de negócio, o empresário pode usar a própria cozinha. É necessário, no entanto, que ela seja bem estruturada, com um fogão industrial, no mínimo.



Também há a possibilidade de terceirizar o serviço, contratando mão-de-obra especializada para ajudar na cozinha, ou fazer parceria com outros serviços que ofereçam refeições. "Mas o controle da qualidade deve ser feito pelo empresário", ressalta Valdir.



Material escolar, de informática ou para escritório

Valdir acredita que esse tipo de negócio é outra boa opção, mas orienta que os empresários tenham como foco uma ou duas áreas específicas. "O material que é utilizado no escritório de advocacia é diferente do que é usado em consultório de dentistas ou médicos. Se o empresário setorizar, terá uma familiaridade maior com a área e atenderá necessidades mais especificas."



Com a setorização, ainda é possível traçar o perfil da empresa ou da pessoa que contratou o serviço. Com esse tipo de informação em mãos, o empresário pode atender o cliente melhor, fazendo um levantamento do que ele necessita e com que frequência.



Para conseguir preços melhores, o consultor recomenda entrar em contato diretamente com os fabricantes. As entregas podem ser feitas por meio de parceria com os Correios ou com outras empresas de entregas.



Corretor imobiliário

Quem quer trabalhar em casa como corretor de imóveis deve fazer, antes, um curso técnico e obter carteira profissional do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci). Para ter sucesso no negócio, a orientação de Valdir é se especializar em uma determinada região. "As pessoas não têm tempo de procurar, então buscam aquele corretor porque ele já tem a rede de contato daquela área, sabe onde fica o shopping mais próximo, a escola mais perto."



Embora o negócio seja montado em casa, o corretor passa a maior parte do seu tempo na rua, mostrando os imóveis aos clientes. No restante do tempo, o consultor orienta que ele entre em contato com as imobiliárias para fazer parcerias. Também sugere que ele aproveite para fazer a captação de imóveis da região por conta própria. No caso de aluguel, o primeiro pagamento é do corretor.



Lavanderia

Com a falta de tempo e de domésticas no mercado, a procura por esse tipo de serviço aumentou. A Associação Nacional de Lavanderias do Brasil (Anel) prevê um crescimento de 8% do setor nos próximos cinco anos.



Para se dar bem nesse mercado, o consultor aconselha o empresário a investir na praticidade para o cliente. A empresa, segundo ele, deve ser a responsável pelo recolhimento e pela entrega das roupas. Por não possuir gastos com o local, como as lavanderias de rua, esses custos devem ser revertidos à logística. Assim, é possível ter um preço competitivo.



O investimento para abrir esse tipo de negócio tende, no entanto, a ser maior, pois há a necessidade de ter, no mínimo, duas máquinas de lavar. "Se uma quebra, você tem a outra", explica Valdir. O consultor também recomenda que um espaço da casa seja reservado para a lavagem e outro para passar e secar as roupas.



Como esse tipo de serviço tende a ser utilizado rotineiramente, é interessante, segundo ele, que o empresário planeje uma rota de entrega que reduza os custos e também procure atender empresas. "Ele pode fazer isso por meio do departamento de recursos humanos", orienta. A parceria ajuda a fidelizar o cliente e facilita o processo de coleta e devolução das roupas. "A empresa tem várias pessoas. O empresário coleta roupas de uns e já devolve outras", afirma.

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