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"Station mais jovem do País" completa 30 anos; veja história

11 mai 2012
13h21

Uma trintona sem expectativa de um futuro bom. A Volkswagen Parati completa 30 anos de produção em agosto próximo e, apesar de uma história bem-sucedida, viu sua "carreira" decair injustamente há pelo menos uma década. Até março de 2012 foram produzidas 920.058 unidades da Parati no Brasil, de acordo com a fabricante. Só que os últimos anos de venda do modelo em nada representam toda a história marcante do modelo, que já foi sinônimo de juventude e esportividade.

O slogan usado pela montadora alemã para a Parati - "A station mais jovem do País" - vai mais de acordo com o modelo nos áureos anos que sucederam seu lançamento, em 1982. Hoje ela é, realmente, a mais velha do País. A station, derivada do Gol, chamava a atenção pelo visual moderno e descolado, que enchia os olhos do público jovem, com suas três versões: S, LS e GLS - todas com motor 1.6 l refrigerado a água. As concorrentes faziam frente: Chevrolet com a Marajó, Fiat com Panorama e Ford com a Belina.

Dois anos depois, a Volks lançou a primeira série especial, chamada "Plus" que confirmou o sucesso do modelo. Em maio de 1988, a marca ampliou as opções, colocando à venda a nova versão GLS com motor 1.8 l. e visual ainda mais esportivo. Tudo por conta de itens extras como rodas de alumínio, faróis de neblina, e bancos dianteiros da marca Recaro.

A década de 90 chegou e o modelo foi finalmente atualizado. Em setembro de 1990 ela recebeu nova frente, novos faróis, lanternas, capô, grades e para-lamas. Mas a grande mudança aconteceu mesmo quando surgiu a nova geração do Gol, em outubro de 1995, logo a Parati também se modernizou. A segunda geração da perua trouxe muitas inovações, como a entrada do motor 2.0 l de 8V com injeção eletrônica, além do 1.6 l e 1.8 l, e a entrada de freios ABS como item opcional.

Em julho de 1997, outra novidade: a chegada da versão GTI 2.0 l 16V, com potentes 145 cavalos marca os 15 anos de produção da Parati. Só que, na mesma época, a Fiat estreia o Palio Weekend, que passa a tomar uma boa fatia de vendas do modelo e estragar a "festa de debutante" da station da Volks.

A reação para o jogo só acontece em maio de 1999, quando a terceira geração do Gol "obriga" a Parati a adotar o novo visual. Com o design renovado, a perua aparece mais atraente e ainda volta à briga com mais fôlego. As vendas continuavam estáveis até a Volkswagen colocar a Parati com motor 1.6 l flex, em 2004. O que fez os emplacamentos crescerem significativamente. Depois de mais um face-lift, que acompanhava as mudanças do Gol, a Parati ainda era a perua da Volkswagen. Até 2006 chegar. Uma decisão da montadora desencadeou o ostracismo atual da perua. É que ao invés de renovar o modelo, a empresa lançou o SpaceFox, derivada do Fox. A partir daí, as vendas da Parati só registravam baixa.

Os entusiastas do modelo até se encheram de esperança quando o novo Gol foi lançado, em 2008. Como era de praxe a atualização da versão wagon, era possível que a Parati finalmente renascesse. O que não aconteceu. Hoje, sem expectativa de renovação - ou até de aposentadoria - a Volks estreia a Parati 2013. As novidades se resumem ao "novo revestimento dos bancos em malharia, na versão Trend". As "modificações" ainda se estendem na versão Surf, com novas rodas de liga-leve de 15 polegadas.

Nas concessionárias da marca, a Parati é oferecida nas versões 1.6 e 1.6 Surf, a partir de R$ 42.810 e R$ 51.050, respectivamente. No acumulado de vendas de 2012 foram 1.118 unidades emplacadas, de acordo com dados da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores. Uma média de 370 unidades por mês. E a ideia de a perua ser o carro do público jovem ainda permanece na mente da Volkswagen por tempo indeterminado.

Volkswagen Parati no lançamento em 1982
Volkswagen Parati no lançamento em 1982
Foto: Divulgação
Fonte: Terra

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