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23 de outubro de 2012 • 20h41

Changan e Haima engrossam marcas de carros chineses no País

 

As montadoras Changan e Haima anunciaram nesta terça-feira início de comercialização de automóveis no Brasil a partir do próximo ano, reforçando a presença ainda pequena de marcas chinesas no Brasil, que tem como representantes principais Chery e JAC.

As novas entrantes são representadas pela brasileira Districar, controlada pelo grupo português Tricos. A distribuidora brasileira ainda vende utilitários esportivos da sul-coreana SsangYong e está com projetos de instalação de duas fábricas no país, enquanto avalia as novas regras do regime automotivo Inovar-Auto, regulamentado pelo governo no início deste mês.

O plano da distribuidora é erguer uma fábrica em Linhares (ES) que se encarregará pela produção dos veículos comerciais da Changan, dos automóveis da Haima e dos utilitários esportivos da Ssangyong. A estratégia é compartilhar e reduzir custos em um momento em que a indústria corre para se adequar ao novo regime, que cobra investimento em produção com componentes regionais e pesquisa e tecnologia.

Além disso, a Changan e a Districar devem anunciar até o final de 2012 decisão para construção de uma fábrica em Anápolis (GO), que se encarregará pelos automóveis da marca.

Segundo o diretor-executivo da Districar, Abdul Ibraimo, o investimento inicialmente previsto na fábrica de Linhares é de US$ 300 milhões, enquanto o dispêndio estimado para Anápolis é de entre US$ 280 milhões e US$ 300 milhões.

"Nós precisavamos de um mix mais completo de produtos para operar e otimizar os custos de produção. Com a distribuição das três marcas, temos uma gama mais completa de modelos", sem que a empresa precise ter fábricas completas para cada marca, disse Ibraimo, acrescentando que o investimento no Espírito Santo poderá ter que subir cerca de 20% por conta da entrada em vigor do regime automotivo.

Segundo ele, a expectativa de vendas da Changan, montadora que afirma ser uma das maiores marcas independentes da China, é de 10 mil veículos em 2013, dos quais 30% serão automóveis como os modelos MiniBeni, que custarão a partir de R$ 24.900. Para 2012, a expectativa é de vendas de 4 mil veículos comerciais.

Já a Haima, que manteve por 15 anos uma parceria com a japonesa Mazda, na China, está importando um lote inicial de 2 mil carros até o final de 2012, divididos entre três modelos que incluem um sedã e um utilitário esportivo. A empresa não divulgou metas de vendas.

Mais chinesas
Além da Changan e da Haima, o mercado nacional verá a chegada da também chinesa Great Wall em meados de 2013. A marca, que afirma ser líder na China em utilitários esportivos e picapes, será trazida pela brasileira Latin American Motors, controlada por investidores pessoa física de São Paulo. Segundo a LAM, a empresa deve anunciar até o final deste ano uma fábrica no país, que deverá começar a ser construída no primeiro semestre de 2013.

A brasileira CN Auto, que já importa modelos chineses Hafei e Jinbei, quer construir uma fábrica em Linhares, que deve começar a produzir a partir de 2014. Além disso, a S-Auto, mostrou no salão outras quatro marcas chinesas -- Shuanghuan, Landwind, Changhe e Jonway - e também não esconde intenção de construir uma planta de produção para elas no País.

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