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05 de abril de 2013 • 16h08

Aditivo vencido do radiador pode danificar o motor

 

Se você tem carro certamente já ouviu de um frentista a oferta para colocar aditivo no radiador. Muitas vezes nem os vendedores sabem direito como usar, mas o fato é que o produto é fundamental para manter o sistema de arrefecimento dos veículos em perfeito funcionamento. O líquido misturado à água evita desgastes de peças e ajuda a controlar o superaquecimento, alteração que pode até fundir o motor.

Os aditivos usados nos veículos novos são à base de monoetilenoglicol, substância que aumenta o ponto de ebulição e diminui o ponto de congelamento da água, o que ajuda a manter na temperatura ideal o sistema de arrefecimento. Com o passar do tempo, porém, o líquido perde eficiência. Por isso, é importante trocá-lo seguindo as instruções de prazo do manual do proprietário do carro.

Em média, o recomendado é trocar a cada 30 mil km ou um ano, mas o prazo pode ser maior de acordo com o modelo, explica Rodrigo Bonadia, diretor comercial da STP, empresa especializada em aditivos. Para quem comprou um carro usado e não sabe a frequência de troca do proprietário anterior, é melhor seguir a regra dos 30 mil km ou 12 meses.

Nos veículos mais novos os aditivos são long life, ou seja, não necessita a troca, apenas completar o nível quando necessário. Nestes casos, deve-se utilizar aditivos originais, para que mantenha a vida útil do aditivo, pois muitos aditivos vendidos fora das concessionárias possuem vida útil menor. Em caso de duvidas, estas especificações estão no manual do veículo.

Além de auxiliarem a manter a temperatura ideal da água que circula pelo sistema de arrefecimento, os aditivos são responsáveis pela proteção à corrosão das peças. A falta do produto ou se ele estiver vencido podem provocar corrosão e ferrugem nas partes metálicas. O líquido fica amarronzado e essa alteração na coloração do fluido do reservatório pode prejudicar a verificação de nível. Menos líquido no reservatório significa menor troca de calor e, consequente, facilidade de superaquecimento, podendo até fundir o motor se a temperatura subir muito. Os resíduos que circulam no sistema de arrefecimento podem ainda travar a válvula de alívio, aumentando a pressão do sistema. Com isso, há grandes chances de estourar mangueiras, selos e até provocar o vazamento pela bomba d’água.

Mas é importante buscar orientação de uma concessionária/representante do fabricante na hora de trocar o aditivo. A quantidade do líquido varia conforme o modelo do carro e de acordo com a marca do produto que está sendo usado. Por isso, se o nível do reservatório de água estiver baixo (é bom olhar uma vez por semana), deve ser completado com água e aditivo, sempre observando as quantidades ideais conforme manual do veículo.

E atenção, o aditivo para arrefecimento não é o mesmo líquido usado para limpar radiadores. Daqui para frente você já sabe, não é somente o óleo do motor que tem prazo de validade. Fique de olho também no aditivo do radiador.

Canarinho Press Terra Terra