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Chevrolet Monza completa 30 anos; confira história do modelo

16 jul 2012
13h18
atualizado às 13h19
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Karina Craveiro
Direto de São Paulo

"Poucos têm o que muitos desejam". Pensando no universo automotivo, é difícil não ler este slogan hoje e imaginar um carro de luxo. Mas há 30 anos, em um mercado limitado, era assim que a Chevrolet anunciava em 13 de maio aos brasileiros a chegada do Monza, carro que guarda uma legião de fãs até hoje.

Com produção encerrada em agosto de 1996, com 850 mil unidades comercializadas, o clássico modelo foi projetado pela Opel, subsidiária da Chevrolet na Europa. Originalmente, o modelo se chamava Ascona, mas teve seu nome mudado para o Brasil. "Ascona não soava bem para o ouvido do brasileiro, e resolvemos trocar para Monza, em referência à cidade italiana. Além disso, remetia às corridas, no circuito de Monza. Quem sabe esse não foi um dos fatores de sucesso, o nome do veículo", afirma Pedro Manuchakian, vice-presidente de engenharia de produtos da General Motors do Brasil.

O Monza chegou às concessionárias da marca em maio de 1982, e logo em julho já havia atingido as 10 mil unidades. Equipado com motor 1.6 l, o modelo tinha carroceria hatch, e opções de câmbio manual de quatro ou cinco velocidades. Ainda em 1982, a Chevrolet lançou um motor mais potente, 1.8 l - uma resposta da marca às críticas de desempenho da unidade de força. A motorização equiparia a configuração sedã do Monza, de duas portas, que estreou um ano depois. No início de 1984, o concorrente de Ford Del Rey já tinha chegado à marca de 100 mil unidades produzidas.

A primeira versão esportiva estreou em 1985, quando a carroceria hatch ganhou uma edição S/R com detalhes exclusivos, motor 1.8 l, carburador de comando duplo e sistema otimizado de escape. Até então, o Monza era vendido apenas nas versões SL, SL/E e S/R. A versão Classic, mais luxuosa da linha, estreou somente em 1986, com câmbio automático e motor 2.0 l. Em 1990, a Chevrolet lançou o Monza com injeção eletrônica de combustível, seu primeiro modelo com tal tecnologia. Um ano mais tarde veio a segunda geração, conhecida popularmente como "Tubarão", vendido até 1996, quando foi substituído pelo Vectra.

Opinião dos donos
O economista Delfim Gonçalves da Fonseca Junior, 42 anos, proprietário de um Monza S/R 1985, diz que os 30 anos do modelo não deveriam passar em branco por alguns motivos. "Para muita gente o Monza foi um sonho de criança ou de adolescência que se tornou possível. Ele é utilizado como o veículo de uso diário, foi produzido no Brasil e teve mecânica que serviu de base para boa parte dos modelos da Chevrolet", defende ele, que já foi proprietário de um Monza SL/E 1985, um Monza Classic SE 2.0 1990, um Monza SL/E 1993 2.0 automático , um Monza Classic SE 2.0 1990, um Monza hatch S/R 2.0 1988 e um Monza GLS 2.0 1994.

O técnico em eletrônica Carlos Freire, 45 anos, comprou seu primeiro Monza em 1995, um sedã SL/E, ano 1987. Em 1999, trocou por um GLS, como motor 2.0 l, ano 1996, que tem até hoje. "Em 1995, estava à procura de um Volkswagen Passat ou Santana. Não encontrei nenhum em bom estado. Surgiu um Monza e fui verificar. De início peguei apenas para negócio, até que fiz a primeira viagem com o carro e fiquei muito impressionado com o desempenho, conforto e segurança. Não quis mais saber de outro carro. Em 1999 apareceu esse Monza GLS 96 completo, sendo o último ano do modelo. Fiquei com o carro, que só me dá alegrias¿, conta ele, que é consultor técnico do Clube do Monza, e chama seu atual modelo de Bruce.

A admiração do administrador de empresas Felippe Seifert, 26 anos, pelo modelo da Chevrolet começou quando ainda era criança e andava com o tio em seu Monza, um Classic S/E. "Eu era moleque, mas já gostava muito do carro. Quando tive a chance, comprei de um amigo um S/R, ano 1986, em agosto de 2011. O carro está todo original, e tenho até peças de reposição, como adesivos, borrachões e para-choque estocados", explica. Seifert não se importa em desfilar com o "Pedreiro Rancing", apelido carinhoso que o veículo ganhou. "Meus amigos me zoam e até minha mãe diz que eu sou maluco por andar com um modelo antigo. As mulheres também desconfiam e não costumam a olhar muito quando passo com ele. Mas não me importo. Esse carro é minha paixão", completa.

Modelo clássico da GM vendeu 850 mil unidades de 1982 até 1996, quando foi tirado de linha
Modelo clássico da GM vendeu 850 mil unidades de 1982 até 1996, quando foi tirado de linha
Foto: Felippe Seifert / Divulgação
Terra

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