O coordenador da empresa dos funcionários da Varig, chamada de Trabalhadores do Grupo Varig (TGV), Márcio Marsillac, admitiu nesta quarta-feira que o depósito da primeira parcela da compra da
empresa pelo consórcio NV Participações pode não ocorrer até sexta-feira, como determinou o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Opine: Qual será o futuro da Varig?
º Procon informa como clientes da Varig devem proceder
"Ninguém tem 100% de segurança que esses recursos serão apresentados até sexta-feira", afirmou Marsillac pelo microfone para cerca de 150 funcionários que faziam manifestação de apoio na porta da companhia.
Mas o juiz que cuida recuperação judicial da Varig, Luiz Roberto Ayoub, informou que nenhum pedido de prorrogação do prazo chegou até ele.
"Não me pediram adiamento até agora", disse Ayoub, acrescentando que, se os recursos não forem
depositados, irá declarar "leilão deserto", ou seja, sem comprador, e poderá convocar um novo leilão.
O consórcio NV, formado pela TGV e investidores não-revelados, precisa depositar o correspondente em reais a US$ 75 milhões até sexta-feira para garantir a homologação da compra da parte operacional da companhia.
Marsillac havia declarado na segunda-feira - quando foi homologada a venda da Varig para o único grupo que fez proposta em leilão, no valor de R$ 1 bilhão - que os investidores estariam "monetizando" recursos, ou seja, transformando títulos em dinheiro.
Após discurso de manifestantes, Marsillac afirmou para jornalistas que, "se os investidores não depositarem, nós (TGV) não temos como depositar. Mas não há recuo das três fontes que temos... os memorandos de entendimento não recuaram diante do quadro de depreciação até o presente momento". Ele se referiu aos cancelamentos de vôos da Varig por medo de arresto de aviões da empresa.
Somente na parte da manhã, a Varig cancelou 162 dos 863 vôos previstos para o dia, segundo a Infraero.
A empresa também divulgou nesta quarta-feira uma nota oficial para comunicar a suspensão de 60% dos destinos internacionais e 30% dos nacionais.
Em Nova York, o juiz Robert Drain, da Corte de Falências, prorrogou nesta quarta-feira a proteção aos aviões da Varig até 21 de julho, mas condicionou a data ao depósito da primeira parcela da compra da empresa, que seria utilizada para pagar empresas de leasing.
Se não houver depósito, está prevista outra reunião para daqui a uma semana, no dia 28, quando novamente será definido o destino do arresto de aviões da companhia.
PARA LER MAIS NOTÍCIAS COMO ESTA, CLIQUE AQUI.
Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da INVERTIA.