Sexta, 7 de abril de 2006, 8h00
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Fonte: INVERTIA
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Leis da sobrevivÊncia
Especialista ensina a transformar cliques em dinheiro
Por Marco Roza
Toda vez que você tentou entrar numa empresa e não achou a maçaneta da porta, ou o botão que te daria acesso, ou onde passar seu cartão magnético de visitante, deve ter feito papel de bobo.
E se não abandonou o que iria fazer no local era porque você não podia fazer como os usuários de internet: simplesmente dar um clique de adeus e ir fazer negócios em outras freguesias.
Quem está atento a esse tipo de assunto, que preocupa as empresas em proporções cada vez mais crescentes, são os especialistas em usabilidade, como Mercedes Sanchez. "Usabilidade é investimento estratégico no relacionamento dos clientes com os sites empresariais", diz a diretora da Mercedes Sanchez Usabilidade.
O movimento de facilitar a vida do usuário de internet começou nos Estados Unidos na virada do milênio. Os sites respeitavam apenas o ponto de vista dos programadores - muitos deles mantêm o hábito até hoje.
Os usuários, diz Mercedes Sanchez, eram tratados como apêndices. Até que as grandes corporações e as empresas que fazem cada vez mais negócios através de seus sites foram alertadas para o óbvio: o usuário de internet tem opções. E as exerce.
"Pesquisas de empresas norte-americanas de TI especializadas em analisar os impactos da tecnologia no desempenho das companhias indicam que 35% dos usuários que têm problemas para realizar uma atividade em um site acabam indo para o site do concorrente", afirma Mercedes Sanchez.
Por outro lado, diz a especialista, os consumidores europeus que acharam sua experiência de compra online muito satisfatória compraram 71% a mais que aqueles que ficaram insatisfeitos, no mesmo período. Ou seja, facilitar a vida do usuário de internet é acionar a caixa registradora da empresa.
"É por isso que as grandes companhias tratam a usabilidade como um investimento estratégico", explica Mercedes Sanchez. Quando uma empresa ajusta seu site (ou intranet) às vontades dos seus usuários, aumenta, quase que imediatamente, sua competitividade.
Os usuários de internet aprendem, rapidamente, a valorizar o próprio passe. Tudo afeta sua decisão de permanecer ou cair fora do site. Desde a importância do portal onde o site está instalado, à leveza do próprio site, à facilidade de encontrar exatamente o que procura. "Com preço claro e condições de pagamento bem detalhadas", explica a especialista.
A usabilidade se torna importante, também, durante as épocas eleitorais. Os sites de políticos com pouca interatividade, com quase ou nenhuma segmentação da mensagem ou pesados demais afastam o usuário e o eleitor.
A onda de usabilidade que começou nos Estados Unidos na virada do milênio chega aos poucos ao País. "No Brasil, estamos apenas começando a Grande Revolução da Usabilidade", alerta Mercedes Sanchez. "Quem souber usar a usabilidade para tornar mais amigável o relacionamento com os usuários de internet ou de intranet vai aprender, na prática, a transformar cliques em dinheiro", avisa.
E se for o site de um político, pode significar a diferença entre ganhar ou perder uma eleição.
Marco Roza dirige o projeto "Conhecimento Virtual" (http://www.conhecimentovirtual.com.br). Acesse o site e descubra que "o essencial você já sabe".
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