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Brasil rural

Técnicas podem elevar rentabilidade no plantio do milho

23 mai 2013
07h11
atualizado às 07h11
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A rentabilidade no plantio de milho depende de variadas técnicas. Segundo especialistas do setor, uma das mais relevantes é aumentar a produtividade do cultivo por meio do uso adequado de adubação e manejo do solo.

Conforme Edemar Streck, engenheiro agrônomo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS), antes de pensar na adubação e no manejo do solo, o agricultor deve trabalhar com rotação de culturas, a fim de evitar o desgaste do solo e a proliferação de pragas. Assim, já economiza com defensivos agrícolas.

Cobertura

Após implementar a rotação de culturas, ele deve preparar as coberturas de solos com aveia e ervilhaca na maioria das regiões do Sul do Brasil, segundo sugere Streck. “Quanto melhor é a cobertura, melhor é o efeito de sombreamento, que evita a incidência de invasores no desenvolvimento da cultura. A exceção do uso de aveia e ervilhaca no Rio Grande do Sul é na região de Santa Rosa, onde devem ser usados aveia e centeio para cobertura”, indica.

O Plantio Direto, técnica que mantém a palha e restos vegetais de outras culturas no solo visando à redução do impacto da agricultura no meio ambiente, também evita a erosão, aponta o pesquisador. Assim, o produtor deve manipular o solo somente no momento do plantio, colocando as sementes e os fertilizantes.

Fertilizante

Já a aplicação dos fertilizantes depende das possibilidades financeiras do produtor. De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater/RS, o ideal é aplicar de 400 a 540 kg de adubos formulados por hectare e mais 450 kg de ureia por hectare. “É uma minoria que consegue isso. Depende das possibilidades do produtor e a produtividade pretendida”, resume Streck.

Outro detalhe importante é a distância entre as linhas de milho plantadas, que geram a sombra. A distância ideal seria entre 50 e 60 cm de uma linha de plantação da outra. De acordo com o pesquisador da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Claudinei Kappes, a maior parte dos agricultores do estado não faz esse espaçamento adequado nas lavouras do cereal. “Com o espaçamento maior, a adubação se torna ineficiente. Com o espaçamento menor, se aproveitam mais os nutrientes”, pontua Kappes. A média de espaçamento de linhas de milho no Mato Grosso é de 90 cm.

Adubação

Ainda de acordo com o pesquisador, é preciso utilizar as tecnologias adequadas para o solo brasileiro. Ele sugere a aplicação de 60 a 70 kg de nitrogênio por hectare, mas diz que o uso de ureia com polímeros não tem sido eficaz no Centro-Oeste.

Para Kappes, a melhor adubação para o cultivo de milho na região é realizada com 70% de nitrogênio na cobertura e parte do restante com potássio. “O que constatamos nas nossas pesquisas é que a ureia com polímeros não é eficaz em inibir as perdas de nitrogênio. Tem-se aumentado a aplicação do fungicida folhar. Intensificou-se o nível de infestações. Já é comum você ver produtores fazendo até três aplicações de fungicida no milho”, afirma.

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