Brasil rural

Produtores de queijo minas investem na maturação

atualizado às 07h05
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Produtores de queijo minas artesanal aguardam a manifestação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre o pedido de legalização da produção. Em reunião recente com o ministro Antônio Andrade, eles relataram os prejuízos causados pela falta de normas para a adequação do produto, feito a partir de leite cru, não pasteurizado.

Concursos integram programa da Emater de incentivo aos produtores de queijo minas artesanal
Concursos integram programa da Emater de incentivo aos produtores de queijo minas artesanal
Foto: Emater-MG

No encontro, no fim de abril, os produtores foram informados da preocupação do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Mapa. A ideia é que a produção do queijo observe critérios de controle sanitário do rebanho, higiene dos operadores, boas práticas de fabricação, instalações adequadas e tempo de maturação por período suficiente para assegurar a inativação de microrganismos perigosos à saúde.

Enquanto a regulamentação não se confirma, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) auxilia os produtores na organização, padronização e normatização de processos de produção, embalagens, comercialização e de certificação da origem e qualidade de seus queijos. O objetivo é garantir a segurança alimentar e definir a cadeia produtiva.

Entre as ações, está a inauguração de dois centros de qualidade para apoio logístico. Nesses espaços, ocorre a maturação do queijo - processo regulamentado por legislação federal e que é exigido para os queijos produzidos com leite cru, uma das características do produto artesanal mineiro. Os queijos chegam ao espaço, são limpos e vão para a maturação, que pode se estender por 14 a 21 dias. Após o prazo, o produto é embalado e distribuído.

Produto passará por centro de maturação para ter venda viabilizada a outros estados
Produto passará por centro de maturação para ter venda viabilizada a outros estados
Foto: Emater-MG

Conforme o Albany Arcega, coordenador técnico de Queijo Minas Artesanal da Emater-MG, a maioria dos produtores de queijo minas artesanal é composta por agricultores familiares, que não têm espaço suficiente em suas propriedades para maturar os queijos. Dessa forma, os centros de qualidade foram a alternativa encontrada para viabilizar o processo, que se dá de forma coletiva, nesses casos.

Arcega afirma que os centros levam a uma expectativa de aumento nas vendas, já que possibilitam a negociação do queijo minas artesanal para fora do estado. A meta é atender 1.200 agricultores familiares em 2013.

Programa

O Programa Queijo Minas Artesanal, da Emater-MG, contempla ainda a realização de eventos coletivos e concursos regionais em Araxá, Canastra, Serro, Campo das Vertentes e Cerrado - as cinco regiões que detêm o título de produtoras tradicionais em Minas Gerais.

No estado, a estimativa é de que existam 30 mil produtores de queijo minas artesanal. Desses, nove mil estão nas regiões tradicionais do produto. Os queijos da Canastra e Serro já possuem Indicação Geográfica, o que significa o reconhecimento de qualidades particulares, atribuídas a sua origem geográfica. Atualmente, há 233 produtores com seus queijos cadastrados no Instituto Mineiro de Agropecuária, órgão público mineiro responsável pela inspeção sanitária do produto.

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