Brasil rural

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20 de junho de 2013 • 07h05

Produtores de queijo minas investem na maturação

Concursos integram programa da Emater de incentivo aos produtores de queijo minas artesanal
Foto: Emater-MG
 

Produtores de queijo minas artesanal aguardam a manifestação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre o pedido de legalização da produção. Em reunião recente com o ministro Antônio Andrade, eles relataram os prejuízos causados pela falta de normas para a adequação do produto, feito a partir de leite cru, não pasteurizado.

No encontro, no fim de abril, os produtores foram informados da preocupação do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Mapa. A ideia é que a produção do queijo observe critérios de controle sanitário do rebanho, higiene dos operadores, boas práticas de fabricação, instalações adequadas e tempo de maturação por período suficiente para assegurar a inativação de microrganismos perigosos à saúde.

Enquanto a regulamentação não se confirma, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) auxilia os produtores na organização, padronização e normatização de processos de produção, embalagens, comercialização e de certificação da origem e qualidade de seus queijos. O objetivo é garantir a segurança alimentar e definir a cadeia produtiva.

Entre as ações, está a inauguração de dois centros de qualidade para apoio logístico. Nesses espaços, ocorre a maturação do queijo - processo regulamentado por legislação federal e que é exigido para os queijos produzidos com leite cru, uma das características do produto artesanal mineiro. Os queijos chegam ao espaço, são limpos e vão para a maturação, que pode se estender por 14 a 21 dias. Após o prazo, o produto é embalado e distribuído.

Produto passará por centro de maturação para ter venda viabilizada a outros estados
Foto: Emater-MG

Conforme o Albany Arcega, coordenador técnico de Queijo Minas Artesanal da Emater-MG, a maioria dos produtores de queijo minas artesanal é composta por agricultores familiares, que não têm espaço suficiente em suas propriedades para maturar os queijos. Dessa forma, os centros de qualidade foram a alternativa encontrada para viabilizar o processo, que se dá de forma coletiva, nesses casos.

Arcega afirma que os centros levam a uma expectativa de aumento nas vendas, já que possibilitam a negociação do queijo minas artesanal para fora do estado. A meta é atender 1.200 agricultores familiares em 2013.

Programa

O Programa Queijo Minas Artesanal, da Emater-MG, contempla ainda a realização de eventos coletivos e concursos regionais em Araxá, Canastra, Serro, Campo das Vertentes e Cerrado - as cinco regiões que detêm o título de produtoras tradicionais em Minas Gerais.

No estado, a estimativa é de que existam 30 mil produtores de queijo minas artesanal. Desses, nove mil estão nas regiões tradicionais do produto. Os queijos da Canastra e Serro já possuem Indicação Geográfica, o que significa o reconhecimento de qualidades particulares, atribuídas a sua origem geográfica. Atualmente, há 233 produtores com seus queijos cadastrados no Instituto Mineiro de Agropecuária, órgão público mineiro responsável pela inspeção sanitária do produto. 

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