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Brasil rural

Grupo de Facebook incentiva hortas urbanas

9 mai 2013 09h59
| atualizado às 10h35
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Servir de rede de apoio para quem quer cultivar alimentos e inspirar comunidades para o plantio coletivo e voluntário de plantas comestíveis. Esse é o objetivo do grupo Hortelões Urbanos, criado em junho de 2011 pelas jornalistas Cláudia Visoni e Tatiana Achcar.

Atualmente, com mais de 3 mil participantes, a plataforma tem vida própria. As funções foram ampliadas: rediscute-se a alimentação, debate-se o uso de agrotóxicos, divulgam-se eventos de agricultura orgânica, trocam-se experiências com mudas de plantas, compartilham-se fotos de hortas em apartamentos e combinam-se encontros para trocas de sementes.

Muitos dos membros do grupo organizam espontaneamente atividades coletivas de agricultura urbana, conforme Cláudia. “O grupo Hortelões Urbanos atua sobretudo como catalisador de intenções de quem deseja plantar alimento na cidade e ajuda a reunir grupos locais para colocar em prática esse sonho”, explica.

Intervenções urbanas

Uma das ideias surgidas no grupo foi uma horta comunitária experimental em um espaço público. Como muitos participantes moravam próximo à Praça das Corujas, esse local foi escolhido para receber o que mais tarde ficou conhecido como a Horta das Corujas. Nela, desde julho de 2012, voluntários locais cultivam e trocam experiências sobre o manejo das mudas e da horta com outros participantes. "Aprendemos também a usar o espaço público, respeitando as regras locais e os outros usuários", informa o blog da horta.

A Horta das Corujas não foi uma experiência solitária. Em outubro do mesmo ano, uma nova intervenção urbana facilitada pelo grupo dos Hortelões alterou o panorama do cruzamento de duas movimentadas avenidas de São Paulo, a Av. Consolação e a Av. Paulista. Ali, na Praça do Ciclista, um mutirão de agentes voluntários plantou mudas de girassol, alecrim, cebolinha, tomate, couve, alface, entre outros. Quem quiser participar deve antes ler as regras da horta e conferir a escala de regas.

Outras intervenções, como a Horta da Vila Pompeia e a Horta do Centro Cultural, também ocorreram na cidade de São Paulo. “Grande parte dos participantes mora em São Paulo e cultiva ervas e hortaliças no quintal ou até mesmo em varandas de apartamento. Mas existem participantes de outras cidades, regiões e até morando em outros países”, conta Cláudia.

Piquenique com sementes

Além dessas grandes intervenções, os participantes do grupo também se reúnem para encontros menores, como bate-papos sobre produtos orgânicos e piqueniques para troca de sementes. Com esse propósito, em abril, vários membros do grupo se deslocaram até o Parque da Luz, também em São Paulo, em um evento realizado em parceria com a ONG Árvores Vivas e o Viveiro Arborizando.

A maioria de mensagens do grupo são de integrantes mostrando suas própria horta e tentando sanar dúvidas. A julgar pelas fotografias e perguntas, alguns participantes são diletantes nas hortas urbanas. Gostaram da ideia, mas estão apenas começando. Por sorte, as questões não ficam sem resposta. Assim, o propósito catalisador se concretiza.

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