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Bolívia inicia processo para se tornar membro pleno do Mercosul

7 dez 2012
10h57

Um semestre após a consolidação da Venezuela como Estado parte do Mercosul, a Bolívia oficializou nesta sexta-feira durante cúpula em Brasília o interesse em ser membro pleno do Bloco. O país agora começará uma série de negociações para a adesão à união aduaneira e ainda precisará do crivo dos parlamentos de Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela e Paraguai (se for retirada sua suspensão até então). Um processo que pode durar anos.

"Saudamos com grande entusiasmo a decisão da Bolívia de dar início a um diálogo estruturado no Mercosul. Saudamos seu caminho de adesão ao Mercosul como estado parte. A entrada da Bolívia torna o Mercosul muito mais forte. Eu queria em nome de todos os países dar as boas vindas ao nosso presidente Evo Morales e a todo o povo boliviano", disse a presidente Dilma Rousseff, em reunião plenária com membros plenos, associados e convidados. No segundo semestre de 2012, o País presidiu o Mercosul.

Diferentemente da Bolívia, o Equador ainda pondera sua entrada tendo em vista que participar de um bloco econômico implicaria em adotar tarifas externas comuns. Segundo o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, o país continuará avançando nos diálogos exploratórios sobre o tema.

"Para um país sem moeda nacional, o único o que lhe sobra para corrigir potenciais problemas do setor externo e da balança de pagamentos é a política comercial e isso é o que limita quando se entra nesses acordos", explicou o presidente equatoriano Rafael Correa. "Isso limita nossa política externa comercial e particularmente a política tarifária. Então estamos acabando todos os estudos para então tomar uma decisão definitiva. Mas estamos muito felizes que nos tenham convidado a ser parte do Mercosul como estado pleno", acrescentou.

Correa explicou ainda que, para ser membro pleno do Mercosul, o Equador precisaria elevar mais de 4 mil tarifas e reduzir 2 mil. "Temos que ver qual o impacto teria essa medida na economia equatoriana. É paulatino, podemos conversar. Insisto: estamos muito interessados em ingressar, mas temos que analisar os impactos", reiterou.

Fonte: Terra
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