Economia

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11 de março de 2013 • 07h09

Após prever ser o mais rico do mundo, Eike perde 64% da fortuna

Em um ano, Eike Batista passou de sétimo homem mais rico do mundo para o 100º
Foto: Getty Images

Em um ano, Eike Batista passou de sétimo homem mais rico do mundo para o 100º com a maior fortuna do globo, segundo ranking elaborado pela revista Forbes. Nestes 12 meses, de acordo com a publicação, Eike teve o maior prejuízo do período: ele perdeu US$ 19,4 bilhões - 64% da fortuna que tinha em 2012 - por conta da desvalorização das ações de suas empresas de mineração, energia e construção naval. Atualmente, a fortuna do dono do grupo EBX está estimada em US$ 10,6 bilhões.

Em março de 2012, Eike Batista estava em sétimo lugar no ranking da Forbes, com US$ 30 bilhões em fortuna e uma posição à frente da que ocupava em 2011. De lá para cá, o empresário brasileiro - que também mantém nacionalidade alemã - disputou o pódio de mais rico do Brasil com o financista Jorge Paulo Lemann. E foi em novembro que Eike perdeu o posto de mais rico do País, quando o empresário afirmou à Bloomberg que "o Brasil merecia ter mais brasileiros na lista (de mais ricos do mundo)".

Na segunda semana de dezembro, a Bloomberg, anunciou que a fortuna de Eike estava em US$ 12,7 bilhões, o que o tornava o terceiro homem mais rico do Brasil, atrás também de Dirce Camargo, que na época tinha US$ 13,4 bilhões. Dirce herdou o conglomerado Camargo Corrêa em 1994 e atualmente detém US$ 11,5 bilhões. Pela última atualização da Forbes, feita neste mês, Eike hoje é o quarto homem mais rico do Brasil.

Entregas
Em março de 2012, quando sua fortuna estava no ápice, Eike passou a ser questionado se "entregaria" o que havia prometido com suas empresas. Na época, a revista Época Negócios, publicou uma matéria de capa sobre o grupo, seus métodos de gestão e desafios que tinham pela frente e o principal, segundo a revista, seria começar a mostrar resultados a partir de 2012.

"Eike sabe que a paciência dos investidores tem limite. E o limite é este ano", dizia a ÉpocaNegócios. Pouco depois, o empresário usou o Twitter para rebater a matéria: "começou a guerra da EBX contra Revista Época Negócios, só isso!", escreveu na sua conta na época. "Época Negócios dessa semana me pergunta se vou entregar... Entrego há 30 anos e vou entregar muito mais", afirmou Eike, que cobrou transparência dos que criticavam suas empresas - na matéria, a maior parte dos questionamentos tinham sido feitos por pessoas não identificadas.

A queda torna mais difícil de virar realidade a previsão feita pelo empresário algumas vezes: a de que se tornaria o homem mais rico do mundo. "Minha missão é mostrar a jovens brasileiros que eles podem se orgulhar do que estão produzindo. Alguém tem que mostrar que é possível. Uma vez que você é um competidor, não consegue mais tirar isso do sangue. Então agora tenho que competir com o sr. (Carlos) Slim. Não sei se vou passá-lo pela direita ou pela esquerda, mas vou passar", afirmou em, 2011.

Os cinco mais ricos do Brasil, segundo a Forbes
33º - Jorge Paulo Lemann - US$ 17,8 bilhões
46º - Joseph Safra - US$ 15,9 bilhões
74º - Antonio Ermirio de Moraes e família - US$ 12,7 bilhões
87º - Dirce Navarro de Camargo e família - US$ 11,5 bilhões
100º - Eike Batista - US$ 10,6 bilhões

Com informações da Reuters

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