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03 de dezembro de 2012 • 15h26

Acionistas da Cesp decidem não renovar concessões de usinas

ZONAS - América Latina

 

Os acionistas da estatal paulista de geração de energia Cesp decidiram pela não renovação das concessões das hidrelétricas da empresa nos moldes propostos pelo governo federal, em assembleia realizada nesta segunda-feira, seguindo recomendação do Conselho de Administração.

As ações da empresa subiam 4,87%, às 15h54, a R$ 18,30, após a decisão dos acionistas, contra variação positiva de 1,06% do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa). Até agora, a Cesp representa o maior revés para o plano do governo federal para reduzir a conta de luz, na média, em 20% em 2013, pela renovação antecipada e condicionada de concessões elétricas e pela diminuição ou fim de encargos setoriais.

A União elevou, no fim da semana passada, a indenização proposta às companhias elétricas para renovação antecipada de concessões por investimentos não depreciados. No caso da usina Três Irmãos, da Cesp, o valor subiu de quase R$ 1 bilhão para R$ 1,74 bilhão. Para Ilha Solteira, que não teve a indenização revisada, o ressarcimento apresentado foi de cerca de R$ 20 milhões - contra os R$ 4 bilhões necessários pelas contas do governo paulista.

Cerca de dois terços da capacidade instalada de geração de energia da Cesp são de ativos cujas concessões venceriam em 2015. Parte da energia das usinas atingidas pela renovação já está vendida para o mercado livre até o término da concessão.

O governo de São Paulo chegou a considerar a privatização da Cesp no passado, mas a resolução sobre a renovação das concessões era apontada por analistas como essencial para que a venda da companhia pudesse voltar a ser considerada.

Reuters News